Sensibilidade

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Tente descobrir a grandiosidade de experimentar uma coisa com a intensidade de todos os seus sentidos. São sabores, sons, aromas, sincronias e complexidades quase indescritíveis. Cores inenarráveis, divinas.

Um alto e apurado grau de consciência em apenas ser e existir, de corpo, mente e alma.

Uma prolongação das notas das músicas, os detalhes dos acordes, um a um, na vibração que o som produz. É plenitude.

Um mágico e presente cheiro. Que brinca com as suas memórias e com seu consciente e inconsciente.

O sabor lento que atenta todas as suas papilas e as faz dançar.
Um toque, que ativa todos os receptores da pele, como se o tato fosse suficiente para despertar todos os outros sentidos humanos.

Um olhar direto e penetrante que dura até que os olhos se fechem, dura até que se olhem de dentro para fora. A partir de tudo o que habito.

Uma inspiração por vez. Expiro e me inspiro de que é nato e inato. Me inspiro de tudo que sinto. Expiro tudo o que sou.

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Uma proposição

Você já se imaginou em um outro alguém que não fosse você?
Você pensou em se vê de fora pra dentro?
Já tentou pensar no que você pensaria do seu próprio rosto se o encontrasse pela rua em outra pessoa?
Já imaginou como você é visto?
Como você se veria, não sabendo que você é quem é com essa cara.
Não conhecendo o que você tem por dentro e olhando pra você não se vendo como um todo, mas apenas pelo que o seu rosto mostra que você é?
Olhe-se no espelho e se veja!
O que você enxerga é você (seu nome) dotado não só de uma face, mas de centenas de outras coisas que te compõem. Você vê a sua história, as suas marcas, suas escolhas.
Tudo o que você enxerga vai muito além do fato de ter esquecido de fazer a barba ou de não ter feito clareamento dental esse ano.
Você se vê além…
E quando você olha uma outra pessoa?
Você consegue ver além?
Tente imaginar o que outros achariam que você se parece, ou o que você acharia de si próprio se você não fosse você…

É maluco né?
Mas fazemos isso o tempo todo. É natural. Somos superficiais quando vemos o outro, mas queremos ser vistos com profundidade, sem ter esse mesmo olhar em reciprocidade.

Talvez seja apenas humano ser assim, ou talvez, falta de prática, exercício, consciência…

Escrevi isso antes… Mas talvez a gente precise se exportar de nós mesmos algumas vezes, pra podermos nos importar com os outros…

É só uma proposição!

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