Dia do Trabalhador

Hoje é dia do trabalhador.

Vivemos uma crise econômica-social-cultural no nosso país, milhões se encontram desempregados, mas na minha opinião, desemprego não caracteriza ausência de trabalhador.

Trabalhar é se mover pra fazer algo acontecer. Trabalhe pela causa que acredita, trabalhe pelas suas verdades, trabalhe pelos seus sonhos. Trabalho é construir. Viver é um trabalho e fazer da vida uma jornada de sucesso, dá trabalho.

Não é emprego, é trabalho! Lida, peleja, produção, criação, determinação para concluir. Nascemos trabalhando, nos fazemos trabalhadores e trabalhamos por tudo aquilo que queremos.

Feliz dia, a nós, os trabalhadores. Aqueles que não param nunca de buscar o que quer que seja.

#diadotrabalhador #diadotrabalho

DSC_0030.JPG

Anúncios

5 anos e 2 malas

12096255_910820112319237_4545922772893398533_n
8 de agosto, data de mais um rito de passagem na minha vida. Lembro-me bem, que 5 anos atrás, eu resumi minha vida em duas malinhas, peguei um táxi e fui pro aeroporto sozinha. Não teve abraço, não teve olhar pra trás… Eu me lembro de sentar na poltrona do avião e chorar como uma maluca, sem ter certeza de absolutamente nada que aconteceria dali pra frente, mas mesmo assim eu não desisti.

Por muito tempo eu chorei e choro até hoje. Durante esses últimos 5 anos, as minhas duas malinhas já não são mais suficientes pra carregar toda a minha bagagem. Sou grata por tudo o que passei pra chegar até aqui. Eu sei que é apenas o início de um caminho, mas nada teria acontecido sem o primeiro e dolorido passo. Muita gente, querendo me proteger, sugeriu que eu desistisse, mas eu aprendi que sou mais forte do que eu pensei que poderia ser. Nem sempre a coragem é de lutar, mas a resistência pra tomar umas porradas é grande.

Eu sou grata pelos amigos que eu conheci até aqui, pelos próximos e pelos passageiros. Cada pessoa que passou pela minha vida é responsável pelo que eu sou. Eu sou grata pelas palavras, pelos abraços, pelos sorrisos, pelas derrotas, pelo sofrimento, pelo medo, sou grata por todas as dificuldades que tive e ainda tenho, porque eu sei que elas maturam o sabor das minhas alegrais, das vitórias que chegam de mansinho, mas eu não deixo de saborear nada.

Que meus próximos 5 ou 50 anos, continuem sendo sempre de muito aprendizado, de otimismo, de sorrisos, mesmo que em meio à lágrimas, pois foi assim que eu aprendi a ser. Ser forte, ser sorridente, ser grata, independente da conduta dos outros, eu vou sempre acreditar na beleza que há nas pessoas, na bondade que pode existir no mundo, acreditar que o amor é capaz de ultrapassar barreiras inimagináveis. Gratidão!

Santa

FullSizeRender

É como um interior, oculto no coração da cidade.

Um igreja, uma praça, vizinhos nas calçadas a conversar. Pelas ruas as crianças ainda correm e brincam, sem se importar em perder os tampos dos dedos enquanto descem as ladeiras atrás de uma bola.

No meio da rua, uma banda de Gipsy jazz composta por estrangeiros. O atendimento ainda é bom e a vista…Ah, a vista!
Do alto daquelas ladeiras a cidade lá embaixo é só um emaranhado de luzes disformes, e o som de lá se dissipa com as vozes, a música e as risadas na porta de cada bar.

O comum é desigual e o diferente aqui é completamente corriqueiro. Fosse eu Portinari, faria um quadro e retrataria essas ruas como ele fez com Brodowski, mas eu não sei pintar, só sei escrever. Entre uma gargalhada e outra de criança, um carro passa. Eu ouço vários idiomas, como numa Babilônia, sem caos. Só paz. Um carnaval de alegria e fantasias.

O tempo passa lentamente enquanto os cães também passeiam, as mães alimentam e ninam os bebês. Não há curiosos nas janelas, eles se sentam nas ruas, falam enquanto gesticulam com os braços, perguntam sobre seus dias, suas tardes, suas noites e suas vidas. Eles ainda se importam por aqui. Os vizinhos se conhecem, os amigos se reconhecem, as tribos se encontram.

Tudo isso passava diante dos meus olhos e eu observei, sentada na escada, entre um gole d’água e outro de vinho, como quem compara a transformação entre os dois sabores com a mudança da vida la em cima e aqui embaixo.

A Vida Edifício

 
 

Eram três andares…

No primeiro deles, um casal de idosos. Ela já debilitada e nada fácil, vive sob os cuidados dele, que apesar da idade se desdobra.

No andar do meio, um casal com um bebê, jovens pais de um garoto lindo e travesso que aprendem com o dia a dia as dores e as delícias da vida de pais.

No terceiro andar, uma mãe e uma adolescente que tentam manter um diálogo entre seus planetas.

Pela manhã… No primeiro andar ele prepara o banho dela, enquanto a carrega no colo, orientando como ela deve ou não agir. 

No segundo andar, um deles prepara o banho dele, enquanto o outro com está ele no colo, esperando que ele também se comporte.

No terceiro andar, ela se prepara para o banho, enquanto espera que ela saia do chuveiro e aprenda como agir.

Ele grita com ela no primeiro andar, por não o esperar e levantar sem apoio.

Eles gritam com ele no segundo andar, por ele conseguir se levantar sem apoio.

No terceiro andar… Elas gritam…

No primeiro andar, ele a senta na mesa e serve o almoço a ela, assoprando pra que ela não se queime.

No segundo andar, eles servem o almoço para ele com todo cuidado para que ele experimente tudo e vá até o final.

No terceiro andar, ela espera o retorno da escola para servir o almoço e sentar-se com ela.

Há movimentos da vida em cima, no meio e embaixo, com prazos pra lá e pra cá. 

No primeiro andar, logo se ouvirá menos barulho e talvez ele e ela já não serão mais dois. No segundo andar, se ouvirão mais passos, mais vozes, mais risos, mais gritos, mais musicas e palmas e logo eles serão completos três. No terceiro andar, os planetas ainda se desalinham, até que um dia um deles descobre sua órbita é parte em busca da sua jornada.

Com o tempo todos os andares mudarão de ritmo, o que era cheio vai ficar mais vazio, uma hora todos se vão, para seguir seus caminhos e aí não são mais gritos de euforia, de discussão ou de orientação que irão dizer mais nada. Quando tudo encontrar seu tempo, vai falar mais o silêncio, de um olhar, de um abraço ou de saudade, mas não precisará mais barulho…

É nessa hora que os três andares não se diferenciam, porque a vida é questão de tempo e de tempos em tempos nos descobrimos outros, com nossos barulhos externos e internos aprendemos que a vida vai nos mudar de andar e a casa que eu habitei hoje, vai comigo pra onde eu for amanhã. 

Um edifício cheio de vidas.

A mulher e a menina

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/26d/18689737/files/2015/01/img_8008.jpg

Como cresceu!
Aprendeu a sentar, a andar, a falar.
Aprendeu a dizer o que quer, o que não quer.
Parece tão forte e determinada, menos quando pede colo com os olhos cheios de lágrimas.
Não quer dormir, mas os olhos se queixam e insistem em pesar.
Deitada se vira de canto em canto e quando se acalma… Sou eu que me encanto.
Me enquadro e te emolduro pra tornar eterno cada momento.
E se falta por um segundo você aqui parece que fui eu quem deixou de existir.

Me misturo sem saber onde começa você e termino eu.
De passo a passo entre saltos e tropeços.
Eu seguro a sua mão quando me levanto e quando você cai.
Tão circunstancial presença ou ausência.
É sincera a dúvida que eu vivo todo dia. Não sei se é a mulher a mãe da menina ou se é a menina a mãe dessa mulher.

O sorriso de Constança

Faltava dez minutos para as 7 horas da manhã, quando o celular tocou me fazendo pensar se eu estava acordada mesmo ou se ainda sonhava. Era Eduardo que respondia a mensagem enviada dois dias atrás.

Acordei, as 9h já deveria estar em Ipanema. Cansada, após chegar tarde do trabalho na noite anterior, andava pela casa quase me arrastando, tomei um banho, escovei os dentes, peguei a mochila e saí.

Entrei no metrô vazio, escolhi uma cadeira e me sentei. Numa outra estação o metrô ficou cheio e eu avisto uma senhora de pé. A cutuquei e ofereci lugar, ela sentou-se, satisfeita com o meu gesto ofereceu-se para levar minha mochila.
Eu ri e falei que estava muito pesada, ela mesmo assim insistiu. Eu cedi, mesmo ficando com pena dela, pois realmente pesava muito a mochila. Em outra estação o metrô fica vazio novamente deixando vaga a cadeira ao lado da senhora que carregava a mochila.

Se tratava de Constança, ou Maria Constança, uma mineira de Belo Horizonte, que nunca se casou ou teve filhos, que vive no Rio de Janeiro e agora depois dos 80 quer aproveitar a vida depois de ter criado os irmãos, sobrinhos e os pais.
Ela que viajou duas vezes à Brasília para visitar a irmã, dizia que amou conhecer uma cidade planejada, organizada e lamentava por ter esquecido os livros de história que a irmã lhe dera, contando sobre todo o plano da nova capital e sobre todos que ajudaram a construí-la.
Ela que também não sabia em qual parte da Rua São Clemente encontraria o ônibus que a levaria ao Humaitá, onde deixaria um presente para a filha de uma amiga de BH, trazido em sua última viagem.

Entre uma história e outra ela me sorriu dizendo que se sentia feliz por viver e poder ver tantos rostos jovens e bonitos e poder sentir uma energia boa que as pessoas possuíam. As nossas mãos se tocaram em gesto de agradecimento, já chegava a estação de Botafogo onde ela desceria.
Constança levantou-se, se colocou ao meu lado, sorrindo, repetiu meu nome (Leila) vou me lembrar de você nas minhas orações.

Maos-tremulas-vó-e-neto_n

Eu sorri, agradeci e dentro de mim falei: Constança, vou lembrar-me de seu sorriso de menina.

Extra

Esperar pelo extraordinário sem perceber que o ordinário se sobressai por ser assim tão comum.
Comum como um dia qualquer que nos mastiga com rotina. Como o vai e vem das barcas logo ali na estação, que levam e trazem histórias diariamente. Atravessando águas já tão atravessadas. Assim como eu que vivo das águas, ruas, dores e amores que me atravessam.
Vivo dos risos, choros, soluços, gritos e sussurros que esboço.
Eu que como qualquer ordinário dia comum, sou caos e silêncio, fumaça e som, escuro e total solidão.
Nada de extra e nem demais. Comum como as coisas que movem a vida, como todas artérias em funcionamento, como ar que circula de lá até aqui.
Apenas o ordinário imperceptível aos olhos menos atentos.
O tão trivial cotidiano, o amanhecer e anoitecer de dias de sol e de chuva e noites com ou sem lua.
A frente e o verso de uma capa de livro qualquer, que não se mostra tão interessante quanto o avesso que pode contradizer.
É só o que julga a primeira vista…

Nada de extra… Até que se enxergue com outros olhos.

IMG_5287-0.JPG

Não substantive o verbo!

A sociedade não sacia
Nem a fome, nem a sede
Fome de comida, sede de água
Fome de mudança, sede de justiça.

Toda barriga faminta e cada boca seca
Não seja saciada com o sal de lágrimas,
Mas com o suor de uma luta árdua

Que a desesperança não tome conta dos corações inquietos
E que a acomodação não domine os espíritos contentes.

Não podemos desacreditar e muito menos acreditar em tudo.
Verbo é a palavra que exprime ação.
Eu LUTO!

Luto com as armas que desarmam todo o ódio e preconceito que agora se levantaram.
Eu luto com coragem, esperança e vontade.
Não adianta dividir, precisa organizar.

2009102037brasildef

A garota do tempo

10152764_629539670447284_1939043280_n

Meu último texto falava de sol, lua, noite e tempo. Acabei por relembrar outra parte da minha vida.

Desde criança eu tive fascinação pelo clima. Lembro-me que aos 7 anos de idade ganhei um complexo livro sobre meteorologia e passei a desfilar com ele para cima e para baixo, toda orgulhosa de conhecer as condições climáticas, distinguir  o nome dos aparelhos usados para medir o vento, a chuva e etc e tal. Cheguei a cogitar a ideia de trabalhar com meteorologia.
Bem pouco depois a ideia fixa de ser jornalista me pegou e nunca mais me abandonou. De fato, nunca me tornei meteorologista e nem jornalista.

Toda vez que assisto o noticiário me interessa muito saber a previsão do tempo. Atenta, eu sempre fui daquelas que alerta: “Leve o casaco que hoje vai fazer frio”, ou então “Cuidado com a chuva”…
Já fui motivo de piada, mas ainda hoje sei o nome da garota do tempo de cada noticiário. E elas estão cada dia mais interessantes, soltam piadas, dão suas opiniões pessoais sobre o clima, exalam trocadilhos e até sugerem que vinho e fondue são a pedida para o inverno gaúcho. Só faltam sugerir que não fiquem solteiros em São Joaquim e tirem as camisas no Rio de Janeiro. Eu gosto delas.

Na minha adolescência fui viver em Brasília e a curiosidade com o tempo virou paixão pelo céu, durante um bom período me tornei aquela que sempre tinha uma câmera na mochila e todos os dias registrava o céu da cidade, o pôr-do-sol sempre tinha várias cores. Tive um grande amigo que foi meu companheiro em muitos fins de tarde e conversávamos por horas, deitados na grama e olhando para o céu. Em seguida, entrei na faculdade de administração, que também não concluí, mas tive uma colega de curso que trabalhava na ANAC e justamente com a bendita da meteorologia e em algum seminário da faculdade ela falou de sua profissão e me explicou o que era CAVOK e graças a ela também, eu até hoje sei diferenciar uma cumulus nimbus de uma outra nuvem qualquer. Obrigada Ludmila…

A raiz de toda essa curiosidade pode ser o fato de acreditar que essa seja uma forma de prever o futuro, de saber o que esperar do amanhã, talvez alguma necessidade de segurança dentro da incerteza que é a vida. Se não somos capazes de ver a vida amanhã, saibamos pelo menos a cor do céu para enfrentá-la.

Pode ser que seja um jeito de fazer analogia com a minha vida. No fundo  no fundo eu seja a garota do tempo que alguns dias queira anunciar que está tudo ensolarado e outros dias as nuvens carregadas vão aparecer. Tão passível de dias nublados e com possibilidades de pancadas de chuva, ou então de tempo bonito sem nenhuma nuvem e noite estrelada…

Há a mulher de fases, porque eu não seria a garota do tempo? Talvez seja…

Eu ainda sairei por aí preocupada em informar que os casacos deveriam estar nas mochilas, ou que mais tarde irá chover. E me informar se o final de semana será de lindo sol, mesmo que eu não vá a praia, ou eu me aborreça se terá muita chuva e vento, mesmo que eu também não tivesse plano algum. Só por saber mesmo.

Eu sou a garota do tempo… Do tempo que me pertence.

Carta para dois amores

Não é a primeira vez que escrevo sobre, mas é que esse nosso triângulo amoroso mexe muito comigo. Eu quero muito e quero as duas…
Rio, Brasília e eu…
Uma pessoa pra amar duas cidades!

Eu não conheço nenhum brasiliense que não goste do Rio, mas conheço alguns cariocas que odeiam Brasília, mas em geral, esses nunca estiveram lá, ou passaram por pela cidade na época conturbada de sua construção e inauguração ou eles não sabem o que estão perdendo…

Dizem que casa é onde o coração está. Creio que tenha dois corações, um que bate aqui no meu peito e um outro que passeia lá pelo Planalto Central. E eu fico sempre à espera da hora de ir procurar esse outro coração… A saudade é tanta que quando sei que tenho data marcada pra chegar, desde antes a ansiedade me consome e não vejo a hora de o tempo voar pra eu poder pisar de novo por aqueles lados…

Também era assim quando eu vinha de lá para cá… Esse nosso velho caso de amor. Quer caos e silêncio, gosta de ver o mar, mas ama olhar pro céu. Sabe que chuva alaga, mas que a seca castiga. Areia e terra vermelha… Ah! Minhas musas… Não amo nem mais e nem menos. Pouco a pouco eu descobri o espacinho que cada uma tem em minha vida.

A inteligente e a descompromissada, a de vias largas e a de becos. E eu não sou daqui e nem de lá, mas um outro poeta dessas duas terras já dizia… “E quem irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração”. E não precisa de razão, eu respeito vocês, assim desse jeitinho. E eu sou um pouco de cada, no que eu sou, no que eu vejo, no que eu levo e no que eu trago. Eu me faço todo dia. Filha adotada.

Sei que outros amores ainda virão, ainda tenho muito tempo e muito chão, mas saibam, minhas queridas, vocês sempre serão as mais lindas.
No céu ou no mar, vocês ficaram marcadas na minha vida e até na minha pele…

Com amor…

Captura de tela inteira 28072014 100524

Nove de março

Fica difícil não me repetir quando tenho uma musa que mereça tantas palavras que venham do fundo do meu coração. Ainda que eu me repita, não posso conter as palavras que querem sair de dentro de mim.

O dia da mulher é comemorado em 8 de março, mas foi no dia 9 que eu me descobri uma deusa.
Dia 9/03/2012, 16:01 horas, Tijuca, Rio de Janeiro. Foi assim que ela veio ao mundo pra me fazer naquele exato minuto sentir uma coisa que nunca tinha experimentando antes na minha vida e que eu não sei se é possível sentir igual. Foi naquele minuto que eu ouvi o choro dela pela primeira vez e a senti em meu braços, e a vendo instantaneamente parar de chorar e se aconchegar no meu abraço de mãe, foi aquele o momento mais incrível da minha vida!

Já se passaram dois anos desde a primeira vez que ela respirou!
Antes já era amor, foi uma preparação, foram chutes, pontapés, foi ouvir seu coração batendo em todos os exames, foram muito enjoos, foram milhões de pensamentos de como seria a vida quando ela chegasse, ansiedade ao ver suas roupinhas e as coisas que se transformavam na casa para aguardar a sua chegada. E agora já se foram dois anos e ela TODOS OS DIAS aquece a minha vida com esse mesmo amor.

Minha menina aprendeu a andar, falar, comer sozinha, escovar os dentinhos. Já gosta de se pentear e calça os meus sapatos, se aventura a brincar com a minha maquiagem e ri de si mesma quando se olha no espelho toda linda. Seu vocabulário é extenso e ela gosta de subir e descer degraus sem ajuda.
Eu não consigo explicar a maravilha que é assistir ela crescendo e evoluindo dia a dia… Não sei explicar esse sentimento que dói de tão imenso. Que saudade é essa que sufoca quando nos afastamos mesmo que por algumas horinhas.
É um amor que eu não quero que acabe…

Eu aprendo todos os dias com os meus erros e com os meus acertos e eu aprendo todos os dias ao lado dela. Com cada sorriso, cada gesto, ela me ensina com a sua simplicidade e inocência. Nos erros ou nos acertos… A gente só precisa sentir, admitir, corrigir e seguir em frente! Que eu possa sempre ensinar e aprender com ela e que seja simples e cheio de verdade.

Hoje é o dia dela, talvez ela nem entenda, ela não pede e não exige nada, o que ela precisa é de abraço, de beijo e de amor.
Nossa festa é cotidiana, é acordar juntas, caminhar de mãos dadas, brincar com os cachorros da rua, correr, escorregar, pular sem parar, cozinhar juntas, espalhar brinquedos pelo chão, inventar coisas, resignificar objetos, cantarolar, adormecer abraçadas. Nossa festa são as coisas impagáveis que vivemos.

Não podia imaginar que minha vida ganharia tanto valor com um nome de três letras.

Seja sempre bem-vinda filha, como você foi desde o dia em que te descobri, como te falei desde a primeira vez. Bem-vinda minha filha!

Meu melhor presente por toda a minha vida.

20140310-223427.jpg

TOP BLOG 2013

Queria agradecer a todas as pessoas que colaboraram com o blog nesses últimos anos e aqueles que esperam com paciência durante os períodos em que eu não consigo fazer postagens.
Logo que possível voltarei a ter mais frequência nas postagens aqui.
Esse ano eu fui escolhida, graças a vocês, para concorrer ao TOP BLOG 2013. Gostaria de pedir a colaboração de todos e também os votos.

É simples, clica no selinho que fica logo ali ao lado e votem em mim 😀

Obrigada

Rio de Janeiro 20/06/13 Noite do Terror GRATUITO – CHANGEBRAZIL

 

Imagem

 

Ontem foi um dia com histórias que eu ainda vou contar por muitos anos!
Estou sentindo muitas coisas misturadas, apesar do cansaço eu não dormi direito!
É raiva, indignação pela violência que eu vi e ao mesmo tempo uma motivação muito maior pra continuar lutar por tudo em que acredito!

Ontem eu não coloquei minha filha pra dormir, eu não cantei para ela! Ontem eu fui para rua, com uma câmera, um celular, uma garrafa d’água e meu documento de identidade! Ontem eu sai pra lutar pra que a minha filha tenha muitas noites de sono tranquilas, pra que ela durma e acorde num país digno!

Eu me encontrei com muita pessoas que tinham o mesmo ideal que eu, essas pessoas eram de muitas cores, religiões, idades…Eram todos brasileiros!

Aquele povo todo quebrou o silêncio da noite com canções de ordem, gritos de justiça e palavras de amor pelo país! A gente sorriu, dançou, brincou e aplaudiu, porque o brasileiro é essa alegria de viver, essa festa carinhosa!!!

Quando eu já procurava um modo de voltar pra casa, ainda antes das 21h da noite, percebi que a polícia vinha na direção contrária e sem razão aparente começou a atacar!
Muita gente ficou com medo de confusão e tentou correr para longe, pois haviam idosos, crianças.
Tentamos evitar a correria para que ninguém se ferisse!
Ao chegarmos em duas entradas do metrô Uruguaiana demos de cara com as portas trancadas, seguimos pela rua Buenos Aires e começamos a ver mais correria e mais bombas, viramos em outra rua que eu não sei o nome, a polícia veio de moto atrás de nós jogando bomba, formando um cordão que nos empurrava pro Largo da Carioca! Moradores de rua mais a frente de nós acordaram em pânico, um dono de uma loja abriu a porta depois que batemos gritando socorro! Eu fui para o meio da rua e levantei os braços para que eles não atirassem e outras pessoas fizeram o mesmo e fomos caminhando sobre a mira da policia até o Largo da Carioca.
Chegando lá muita gente querendo ir embora, mas fecharam o metrô e enquanto isso muitas bombas explodiam em torno de nós!
Quando centenas de pessoas estavam junto a grade do metrô eles jogaram outra bomba lá dentro e tivemos que sair correndo pois o cheiro era forte demais.
Muita gente foi em direção a Cinelândia e estávamos indo também. Atrás de nós a fumaça da bomba se misturava com o lixo queimado, começaram a depredar uma cabine de policia. Decidimos não ir mais no fluxo das pessoas. Nos escondemos numa porta do metrô fechada e ficamos abaixados um tempo, vimos a policia na esquina da Presidente Vargas. Fomos andando na direção da fumaça e voltamos ao Metrô, nesse momento as portas estavam abertas e a entrada liberada, mas tinha muito gás ainda. Foi assim que conseguimos sair dali. Tivemos sorte de não ter sido feridos com gravidade.

Nessa mesma noite a polícia invadiu a Lapa e atirou bombas em várias pessoas que estavam nos bares sem saber de absolutamente nada. Muito gás, muito spray de pimenta… Muita violência… Inútil..

 

Rio de Janeiro 20/06/2013 #ChangeBrazil

Pra quem não estava lá, é difícil explicar o que fizeram ontem, mas eu me senti como se a gente tivesse sido caçado! Parecia que a policia tava jogando vídeo game e a gente era o alvo. Eles atiravam a esmo, tentaram cercar o maior número de pessoas. Chegaram a atirar bombas até mesmo quando estávamos junto a uma cabine com outros policias! Não respeitaram nem os próprios colegas!
Eu consegui vir embora razoavelmente rápido porque andei na direção contraria da que eles nos empurravam, eu e meus amigos tivemos sorte por arriscar tomar uma bala de frente!
As pessoas que tentaram buscar outra saída pela Lapa, Cinelândia e até as que buscaram ajuda em hospitais, todas elas eram alvo! Os carros do Bope passavam correndo no meio da rua!

A policia foi preparada para agir com violência, ainda que ninguém praticasse a violência!

Em quase nenhum momento eu vi nenhum ato de violência doa civis, quando aconteceu, a maioria das pessoas repudiou e se Sentou no chão pedindo paz!
Nitidamente havia bandidos no meio da passeata, eu vi gangues! Era um evento aberto, passível de ser frequentando por qualquer tipo de pessoa. Eu presenciei vandalismo, somente após o momento em que as pessoas perceberam que estavam trancadas sem transporte, já tínhamos ido a duas estações de metro e tinham fechado! Depois disso, muita gente desesperada. A policia montava uma espécie de cordão empurrando todo mundo pra um mesmo lado a custa de bomba de gás. As pessoas pra barrarem a policia começaram a queimar lixo no meio da rua! 

A fumaça era imensa e era difícil respirar, muitas pessoas precisaram de médicos.
Tacaram bombas dentro do metrô inclusive! Alguns ônibus foram alvejados com balas de borracha e jogaram gás em cima dos ônibus!

 

 

 

Imagem

Conexão Galeão – JK

 

Imagem

Quem foi que disse que o povo em Brasília é frio?
E quem foi que disse que o povo no Rio de Janeiro é quente?
Ou foi que não entende de temperatura,
ou que não entende de gente.

Brasília tem seus calores que só sabe quem já sentiu
E o Rio tem te faz ter tremores, mesmo que não faça frio
São dois distintos relevos onde há praia e planalto
Uma no nível do mar e outra um pouco mais alto.

No inverno Brasília é seca e na primavera floresce o Ypê
Já no Rio, se é que faz frio, você quase nunca vê.

O que muda não é só o sotaque, o que se diz às vezes faz o mesmo sentido
Seja no Rio ou seja em Brasília, falar com “X” ainda soa divertido
O Planalto Central desde que nasceu é tomado por cariocas
Os brasilienses por sua vez, não perdem a oportunidade de o Rio visitar

Convenhamos,
As duas cidades tem sua beleza, isso não há como questionar
Sendo que uma se vê muito melhor olhando DO ALTO
enquanto na outra, a maior beleza é olhar PARA O ALTO

O Céu de Brasília
E o sol e o sal do Rio
Não existe lugar melhor que o outro
Existe apenas o lugar que você escolhe para ser o seu, onde você fica em paz
E se a dúvida te dividir meio a meio como comigo ela faz
Não há outra opção, chamo um táxi e corro pro Galeão
Eae JK é só me esperar, pois eu desembarco no planalto na próxima conexão…

 

 

Imagem

 

 

As imagens tem todos os meus direitos reservados.http://www.flickr.com/photos/leylaguimaraes/