E se “sempre” fosse só “agora”?

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Eu não quero pensar em pra sempre, porque o sempre é uma escolha também.
Mas eu queria que por um tempo, a gente se gostasse de um tamanho maior que os nossos medos, vaidades, egoísmos e nos esforçacessemos pra juntos sermos um pouco mais felizes, no tamanho de um sempre limitado.
Que a gente fosse capaz de sentir o mesmo amor que a gente sente pelas pessoas boas da rua, de maneira mais próxima em nós dois. Que a gente se descobrisse em águas mais profundas.
Que a gente parasse de correr na direção dos abismos que nós criamos para nos julgar salvos de tudo que incomoda o que nos acomodou.
Que fosse a gente o endereço do abrigo em que o outro encontra refúgio. Nos fízessemos de casa para que quando o outro decidisse vir morar, encontrasse a porta aberta e aos poucos trouxesse sua mobília e começasse decorar.
Eu iria explorar as palavras do vocabulário para soletrar o seu sorriso.
Eu me lembraria de parar pra olhar uma flor e enxergar nela a beleza que é existir.
Eu ia querer sentir o calor da luz do sol nos seus abraços.
Eu enxergaria o brilho da luz das estrelas no seu olhar dentro do meu.
E tudo isso eu nem espero que seja um sempre, mas que enquanto o sempre for agora, que você deixasse acontecer.
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Não se tem tudo ao se ter tudo!


Lástimas aos que tentam encontrar a essência na matéria! O mundo físico e suas estruturas concretas, plásticas, montáveis, desmontáveis, nada mais que descartáveis… Não se tem tudo ao se ter tudo!
Carros, roupas, aparelhos, marcas, marcas e marcas. E marcas do vazio existencial, de um desencontro sensorial e mais marcas… Da ausência de coisas marcantes! Na intensão de preencher esse enorme espaço vago, mentes carentes adquirem tudo que o dinheiro pode lhes dar. Esnobam, exibem, tentam ter o que dizer, mas não convencem nem a si mesmos de que isto ou aquilo os faz feliz!
Felicidade de verdade não é vendida em cápsulas na conveniência da esquina. Felicidade também é processo de construção, uma mistura de estar bem e fazer bem. É sorrir e fazer sorrir, é sentir e transmitir. Nossos sentimentos são radiantes, possuímos energia que erradia, sendo ela boa ou ruim pode ser capaz de construir ou destruir!
O que temos de bom na vida, não são os bens que na vida podemos ter, essas aquisições nos proporcionam prazer, mas esse é um sentimento passageiro e pode ser descartável, assim como qualquer material.
O tesouro da minha vida são as pessoas e a relação que com ela construí. Poder abraçar um verdadeiro amigo, poder beijar a pessoa amada, conhecer pessoas com as quais você sempre poderá contar… Tudo isso é imensurável! Somos humanos e não nascemos para amar máquinas, apenas para dominá-las. A obrigatoriedade é algo chato! As máquinas nos obedecem e nada mais, não respondem e NÃO TE AMAM, a menos que para isso sejam programadas. Nós humanos precisamos conquistar! Conquista-se o respeito, o carinho, conquista-se o amor de outras pessoas!
Simpatia é um dom! Carisma, paciência, humildade e diálogo são fundamentais! Pobre aquele que não é capaz de se expressar, viverá em um mundo que apenas a ele pertence e que somente ele irá freqüentar. Um homem sem palavras é um homem só! Ser sem palavras não é apenas não falar, é não saber nunca como e quando dizê-las, daí a necessidade da sabedoria, o maior de todos os dons e aquele que é constantemente adquirido! Nunca vi alguém que soubesse tudo ou que soubesse o suficiente! Mesmo aquele que possui toda a sabedoria do mundo, ainda não sabe tudo, por que o mundo de dentro da gente é bem maior que o mundo de fora e isso torna todos os movimentos cíclicos.

Sei pouco, aprendo sempre, mas eu sinto muito e procuro deixar que as pessoas se aproximem de mim, elas são a maior fonte da sabedoria. Não ando só, não vivo só e só não sou ninguém! Estou certa? Quem pode dizer?

Leyla Guimarães 08/05/2011 22:18

Sem fronteiras mesmo?

Tenho ou não tenho... Eis a questão!

Apesar de inserida em todo esse meio digital, virtual e etc… Eu ainda vivo meio embasbacada com todo esse potencial da internet.
O fato de você que me lê agora, estar do outro lado de uma tela de computador e poder compartilhar dos meus pensamentos, ideias e até mesmo das minhas emoções me choca um pouco. Você que está por aí acessando sites na rede que por acaso, ou não, clicou aqui no meu blog, não tem a mínima ideia de quem sou eu, do que faço, que cara eu tenho… Muitas vezes mesmo sem saber quem eu sou, você acaba sendo influenciando pelo que eu penso e exprimo através dos meus textos.
Está aí a parte que mais me choca, de certa maneira a internet anda expandindo os nossos “relacionamentos” com o mundo, mas que tipo de relacionamento é esse?
Há centenas de milhares de casos reais em que você através de redes sociais tem dezenas de “amigos”, fãs, seguidores, blá blá blá, muitas vezes essas pessoas são seus vizinhos, colegas de bairro, o cara do mercadinho da esquina e tal… Vocês são contatos virtuais, mas nem ao menos se cumprimentam quando se esbarram no elevador, na rua, no trânsito…
Que tipo de relação é essa?
Parece que não nos damos conta de que nesses casos, quanto “mais perto”, mais longe estamos. Cria-se uma certa frieza em torno do que se chama de amizade.
O mundo virtual nos taxa cada dia mais como uma – Sociedade Sem Fronteiras – sem explicar como vamos rompendo as nossas relações sociais dessa maneira…
Duvido que você já tenha dado um abraço em todos os seus 900 AMIGOS DO ORKUT, o que você toma um chopp com seus 2000 AMIGOS DO FACEBOOK, ou sei lá… Que você já tenha pelo menos conversado pessoalmente alguma vez com seus 2.000.000 DE SEGUIDORES DO TWITTER…
Eu garanto que eu não fiz isso!
Então pra você que tem 1 milhão de amigos, fãs, seguidores, visitantes… GRANDE COISA! Me conta depois quantos deles te atendem as 4 da manhã quando você precisa desabafar!