O horizonte que mora em mim

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Um homem qualquer parou para acender um cigarro no momento em que o sol rasgava o ventre do céu, como um menino que quer ser parido. Do meu lado ele era só mais um simpático espectador deslumbrado.

Enquanto todos miravam o horizonte, as lentes dos óculos escuros e o fundo de cada olho refletia o brilho estonteante do astro rei em seu arrebol. De repente me dei conta de que eu estava lá e que poderia estar quantas vezes mais desejasse. Descobrindo vez por vez o porquê brilham os olhos. Brilham os novos e brilham os mesmos.

Quais os motivos moram no sol? Quantas razões encontradas no horizonte? Qual foi a descoberta?

Foi mirando o horizonte que aprendi a olhar além, além de tudo, até chegar onde só poderia me encontrar comigo mesma. Tão longe eu fui que cheguei dentro de mim, quando olhei de novo para o mesmo lugar, com outro ponto de vista.
Pensei sobre o que até agora aquilo me dizia, olhei de novo e esperei ver algo diferente, e olhei, até que vi. Até agora me pergunto se era lá mesmo onde tudo que eu olhava me surpreendia, ou se é olhando em mim me surpreendo ainda com o que eu não conhecia.

Eu vou amar o mundo toda vez que olhar o bastante para conseguir enxergar além, muito além do superficial. Até conseguir encontrar o meu novo e melhor, sempre melhor, jeito de enxergar.
Vou mudar tudo no mundo, quando eu mudar sempre em mim.

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Eu gosto tanto…

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Gosto de lembrar que eu gosto de gente!

De gente que soube me proporcionar momentos felizes!
Gente que dividiu comigo muitos sorrisos e fins de tarde divertidos.
Horas de cinema, bons papos, passeios, caminhadas…
Gente que comigo assistiu o sol se pondo deitada na grama…
Ver a noite chegando e ver as luzes da cidade que mudavam junto com a sua cor e o seu som. Gente que viu comigo o barulho virar silêncio e o som das nossas risadas crescendo.

Eu gosto de gente que vem a memória através de uma música!
Gente que conta histórias e que também gosta de ouvir as minhas, gente que questiona, que intriga, que responde.
Gosto de gente que diz que nunca fez amigos bebendo leite…
Gente que me deu apelidos…

Eu gosto muito de gente que deixa saudade, gente que eu não vejo mais, mais gente que eu me lembro sorrindo!

Como eu gosto… Gosto tanto… E faz bem só de lembrar.