Reveja

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Já experimentou, pelo menos uma vez na vida, olhar a mesmíssima coisa com um olhar diferente?
Pelo menos uma vez?
Observar sob nova perspectiva, novo olhar, nova visão.
O que parecia o mesmo, transforma-se em algo completamente novo.
Todos os dias, todas as vezes, a cada olhar!

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Alice, Freud e José

Ela era apenas ela.
E o mundo novo se abriu sob seus pés.
Alice teve de crescer e ser pequena.
A situação pediu que fosse gente grande ou que soubesse lhe dar com sua pequinês em tamanho mundo.

Freud explique essa minha necessidade de falar sobre esse conflito de viver num limbo onde não se é grande o suficiente e nem tão pequeno assim.

Há um meio do caminho onde você ainda não pode caminhar só, mas não pode mais contar com a ajuda de alguém.

É esse ciclo astral ainda não completo antes dos 28 anos de idade. É esse mundo com um paradoxo temporal. Uma ampulheta que vira e desvira. Com e sem tempo. Muito e pouco. Suficiente e não o bastante.

José diz que ela é legal. Sabe conduzir as coisas e ainda lhe dá bom dia, mas José não sabe quem é Freud e nem deve ter ouvido falar de Alice. Ele abre os portões dos caminhos que eu faço e me saúda entre gorjetas e correspondências
É conveniente!

Alice cresceu… encolheu…
Brigou, com medo, mas enfrentou.
Esperavam que Alice conseguisse. E ela conseguiu. Foi por ela ou pelos outros?
Freud? O que me diz?

Um gato que sorri e desaparece também me deixa louca. Num mundo onde se caminha pelo desconhecido mesmo quando se sabe onde deve chegar.

O fim…
Que não justifica, mas transforma os meios.
Os meios que levam ao fim. Ou aos fins? Ou aos afins?
Quantas possibilidades eu tenho?
História escrita ou folha em branco?

José diria que tudo é o que é.
Freud acha que sou um animal dotado de razões imperfeitas e esses desejos que levam e trazem.
Alice não acha, não sabe, não entende… Vai…

E agora?
De Alice, Freud e José.

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Cinco minutos

Fiz cinco minutos de silêncio em meio aquele caótico som ambiente do mundo inteiro. Consegui me concentrar apenas no som que fazia uma lágrima que escorrendo pelo rosto, caía no chão cinza e frio. Aquele som mudo que foi capaz de emudecer tudo, aquele segundo que parece ter durado mil horas.

Fiz cinco minutos de silêncio para ouvir o que nada me deixava ouvir e tentar entender o que nada queria me falar. Então foi assim que descobri que cinco minutos eram muito importantes para que eu pudesse ouvir nada e fazer nada e apenas ficar ali esperando por nada.

Foi assim que eu vi, nada era tudo, era tudo que eu precisava. Eu só precisava fazer nada e esperar, e ouvir e pensar, tudo absolutamente nada. E cinco minutos passaram e eu descobri que nada era o tempo, o tempo que eu tanto queria, o tempo em que tudo muda e o tempo em que tudo passa.

Mas para tudo foi preciso nada, o meu nada, nos meus cinco minutos que pareceram mil horas.

 

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