Obrigada por tudo, nada e qualquer coisa!

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Acho que todo mundo já pensou algum dia “E SE EU MORRESSE HOJE?”
Eu sou uma dessas que vez ou outra fico me perguntando o que eu teria deixado de bom para o mundo, como as pessoas iriam se lembrar de mim? Elas se lembrariam de mim? Quais razões elas teriam pra isso? Eu vou deixar saudades? E principalmente EU AGRADECI AS PESSOAS?
Pensando nisso, eu resolvi começar a deixar pequenos textos, por aqui, pra de certa forma dizer para muitas pessoas como elas contribuíram na minha vida.
Nem sempre foram pessoas próximas, as vezes não foram nem pessoas que eu conheci, foi alguém de quem eu ouvi falar, ou pessoas que deixaram alguma lição que me marcou, alguém com quem eu aprendi, alguém que eu admirei, que me trouxe alegria ou que motivou grandes mudanças.

Eu gostaria apenas de ser grata!
Não haverá ordem de importância, de relevância… Todos são importantes, todos são relevantes, algumas motivações cotidianas, algumas memórias, coisas do tipo me farão pensar que hoje é dia de agradecer a…

Então é isso!
Entre os meus próximos textos estarão presentes os meus agradecimentos.
Quem quiser acompanhar mais, se inscreva no blog e na fan page: https://www.facebook.com/blogleylaguimaraes que eu vou atualizando sempre.

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Efeito Colateral 

Quando eu me prescrevi você, esqueci de dizer a mim mesma sobre os seus efeitos colaterais.

Eu não me contei que você causava arrepios, suor, delírios e dependência.

Eu esqueci de dizer que você poderia se tornar um vício.

E abstinência causa água na boca e visões quase reais.

Eu me contei que você era remédio, mas omiti que o abuso te transforma em meu veneno e eu abusei. Ah! Como eu abusei!

E agora é certo que vivo num mundo paralelo onde te procuro em bocas e becos.

Mas não se encontra fácil a versão mais pura desse sabor intenso.

E então… Água na boca…

E aí te encontro… Arrepios, suspiros, suor e vários delírios e antes que eu perceba… Já me encontram completamente alucinada e quando me dou conta, já não quero mais nada. E eu volto, não me trato.

E eu me vendo, sem me ver.

Eu me vendo sem te ver.

Eu me vendo te procurando.

Eu me vendo, te compro!

Eu – Meu

 

Fermentando

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Não nasci pra viver as coisas tão mais comuns
Pra ter uma vida pacata e normal
Ainda que eu não escolha, sou mais uma icógnita do que a inércia

A necessidade de estabilidade não sobrevive perto da minha curiosidade pelo novo
A certeza única é a de que nada é tão certo assim
As coisas mais duráveis acabam em minutos

As coisas que se prolongam demais acabam esquecidas pela monotonia em que elas mesmas se afogam
O apego é uma bomba relógio para saúde de quem vive
A vida é trânsito, fluxo, trocas
Idas, vindas, passagens, rumos que mudam sem parar

A coisa mais sensata a se fazer na vida é viver
E deixar que o tempo continue a agir da sua maneira e dar a cada um seu sabor

Olhando do alto

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Não consigo ter âncoras, não me atraem as amarras. Gosto de ter a escolha de poder voar quando bem quiser. Alto ou baixo, longe ou perto, sozinha ou acompanhada, mas voar…

Por onde a gente passa, a gente deixa e a gente leva e não importa se pouco ou muito. Viver é sair espalhando sementes e se você corre o risco de percorrer os mesmos caminhos, trate de deixar por eles coisas boas. Se você trilha apenas novos caminhos, construa-os da melhor maneira possível. Mas sobrevoe.

E para voar é preciso leveza, necessário se desfazer de todos os pesos, os incômodos, os supérfluos… Abrir mão de tudo que é inútil, do que sufoca, do que não alimenta, do que não sustenta. Pra voar é preciso sentir-se como parte do vento.

…(Feche os olhos e voe)…

E quando voamos, olhamos tudo do alto e todas as coisas se tornam pequenas. E é bem mais simples olhar para frente e continuar. É mais fácil deixar de lado, relevar e até esquecer. Quando vemos do alto, as montanhas são pequenas e tão simples e do alto, as coisas que você resolveu não carregar são invisíveis. Somente as coisas importantes são vistas de cima.

Só precisa ser leve…

Um conto que te conto

Ela acordou no meio da noite, mas ainda tinha sono e sentiu frio e vazio.
Ouvia do lado de fora o som que fazia o vento e entendeu que logo a tempestade chegaria.
Esperou e inspirou como quem se prepara para atirar-se ao precipício,
como que pensa no que não tem a perder,
como quem não tem vontade de olhar para trás.

Ela caminhou até a sala, pegou um cigarro na bolsa, acendeu, sentou e contemplou a sombra que a luz do lado de fora da janela fazia no chão enquanto fumava.

Não lhe restava muito a fazer a não ser pensar e esperar que o dia amanhecesse. Compartilhava suas ideias com o barulho de tic-tac do velho relógio e com a marcação de tempo que suas unhas faziam sobre a mesa do telefone.
E enquanto marcava o tempo, o tempo deixava nela marcas.
Quando viu o sol raiar, botou o rosto a mostra, ainda com suas olheiras enormes e seu gosto de café amargo na boca, ela olhava as faces, ainda sonolentas e enxergava que no meio de tanta distração era possível passar despercebida.

Ela se misturou a tantos outros apáticos zumbis que cumprem sua missão rotineira de não serem nada mais além do que personagens secundários das suas mórbidas vidas. E ela seguiu o fluxo, perdendo a oportunidade de se transformar na mensageira e transformou-se apenas em mais um captadora da mensagem e para isso a única coisa a fazer é não fazer nada.

Fazer nada é mais fácil e ela preferiu o que era fácil!

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TOP BLOG 2013

Queria agradecer a todas as pessoas que colaboraram com o blog nesses últimos anos e aqueles que esperam com paciência durante os períodos em que eu não consigo fazer postagens.
Logo que possível voltarei a ter mais frequência nas postagens aqui.
Esse ano eu fui escolhida, graças a vocês, para concorrer ao TOP BLOG 2013. Gostaria de pedir a colaboração de todos e também os votos.

É simples, clica no selinho que fica logo ali ao lado e votem em mim 😀

Obrigada