Eu sou o sucesso de um time

Tenho passado por um processo de transição imenso. Atribuí muita coisa ao meu lindo retorno de Saturno, amadurecimentos, novas buscas, coisas que estou deixando para trás.

Eu percebi que uma ciclo está se encerrando e outro começando na minha vida. Por ser uma pessoa muito pé no chão, tenho sempre um pouco de dificuldade de lidar com esses processos de transplantação, de mover as minhas raízes que estão crescendo, para um vaso ainda maior, onde eu vá crescer para cima, e possa dar cada vez mais flores e frutos.

Tive uns dias de olhar muito para dentro, tentar silenciar e entender, refletir sobre tudo o que está acontecendo e tudo o que precisa acontecer. Tive que buscar coragem, força e principalmente agir.

E as coisas estão acontecendo, os resultados estão aparecendo, as reações das ações estão aí e quanto mais coisas acontecem, mais coisas eu penso sobre tudo isso.

Tenho me dado conta que sucesso está muito relacionado à pessoas, pois hoje, mais do que nunca, entendo que ninguém vive sozinho. Somos seres sociais e que a escolha dessas pessoas que nos cercam, influência nas experiências que vamos viver e o que com elas vamos aprender.

Tenho aprendido a aprender com todo mundo que está ao meu redor, mas também fiz a escolha de selecionar melhor as minhas parcerias para as diversas áreas da vida.

Tenho entendido cada vez mais a diferença entre o grupo e o time, e como capitã da minha vida, tenho trazido para o meu lado pessoas incríveis que têm fortalecido muito o meu jogo na vida. De mãos dadas a gente tem entrado em campo para buscar um objetivo comum, entendendo e aceitando o papel de cada um.

Fortalecer uns aos outros, apoiar, ouvir, acreditar, questionar, trocar conhecimentos, incentivar, fazer feliz e ser feliz. Doando amor, em qualquer gesto.

Com sorriso, suor, lágrimas, mais suor, ideias, planejamentos, criações, tenho me orgulhado muito do meu timão e dos nossos resultados.

Eu não sou o que eu sou sozinha e como se diz na linda filosofia Ubuntu, EU SOU PORQUE NÓS SOMOS.

Gratidão!31698867_1692714814129759_1697993678133395456_n

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Menos juiz e menos juízo 

Mulher yoga Paraty
 

Será muito menor a quantidade de elogios a de críticas. Desproporcionais eu diria.

As pessoas estão fadadas a despejarem sobre as outras as suas frustrações e infelicidades e acabam por projetar nos outros todos os seus problemas.
É difícil ficar imune ao ódio, rancor e mágoa alheia. Manter os ouvidos abertos para ouvir aqueles que nos querem e nos fazem bem. As vezes nos esquecemos que a grande maioria das pessoas que criticam as nossas atitudes, nosso comportamento, nossos hábitos… A maior parte dessas pessoas nem nos conhecem de verdade. Superficialmente se sentem no direito de julgar de acordo com o seu ponto de vista o certo e o errado. Sem ponderar se quer as conseqüências do que diz.
Todos os dias pessoas matam pessoas com palavras e todos os dias as pessoas esquecem que amanhã elas podem ser apontadas, vitimadas pelos mesmo atos que praticam.
A nossa natureza é impura e fraca.
Mas feliz daquele que sabe que o importante é só o que importa de verdade.
Sem contra ataques! Sem vingança!
Não é preciso apontar o dedo de volta, a vida é uma sucessão de ciclos que iniciam e terminam o tempo todo.
E os odiadores, odiaram.
Os amadores, amaram.
E os juízes também serão julgaram, julgarão…
E pra evitar um final de dor…
Plante mais flores.
E pense no silêncio.

Linhas da vida

  

Foi difícil decidir como começar a escrever, mas eu queria, eu sempre quis!

Não essa linha, não esse texto…
Foi difícil começar a escrever a minha vida quando me deparei com uma folha em branco e algumas páginas viradas.
Era somente eu.
Eu várias vezes me perdi, me perco e me perderei. É normal para quem possui opções, nem sempre escolher a melhor, mas também é normal poder voltar atrás, tentar novamente.
Anormal é ceder aos mesmos medos sempre e por eles deixar de viver. Mas tenho me visto em novas páginas, entre palavras e desenhos. Muitas vezes mais desenhos, rabiscos, projetos de coisas que eu quero que se concretizem, mas eu planejo, eu sonho, eu desejo e desenho.
Eu tenho uma velocidade reduzida e me aceito um pouco mais devagar do que o resto do mundo, mas eu tenho ouvido as vozes fora de mim. 
Não é preciso levar tudo tão ao pé da letra…
Você pode oferecer mais que isso…
Você não tem todo tempo do mundo, mas ninguém tem! 
Eu estou ouvindo vocês!
E o meu eu que escuta, pede pra sair de dentro do meu eu contido.
O meu eu que quer escrever mais, dessas linhas e dessa vida… 

À base d’ água

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Pintura Aquarela: Ricardo Marinho

Eu tenho medo de mim
Nesses dias em que faço as coisas
Sem pensar no que pensa você

Nesses dias em que eu não tenho controle
Que pareço ser o que eu sou
e não o que você sabe de mim
Nesses dias que talvez me descubram

Eu tenho medo de mim quando eu saio da linha
E ando assim tão tortinha
Assistindo seus ridículos sustos

Eu sou esse desalinho
Submerso na minha e na sua hipocrisia de sustentar essa pose
Essa máscara
Esse personagem.

Não queira me canonizar
Não!
Não quero perder o medo de ter esses meus dias

De jogar água nessa tinta que cobre uma pintura que eu não fiz
Que eu não quis

Olhe bem
Pra ver pouco a pouco desfazer
Essa tinta a base d’água que ficou embaixo da chuva
E dissolve, desfaz, derrete…

Porque não há no mundo
farsa e hipocrisia que dure pra sempre.

Uma proposição

Você já se imaginou em um outro alguém que não fosse você?
Você pensou em se vê de fora pra dentro?
Já tentou pensar no que você pensaria do seu próprio rosto se o encontrasse pela rua em outra pessoa?
Já imaginou como você é visto?
Como você se veria, não sabendo que você é quem é com essa cara.
Não conhecendo o que você tem por dentro e olhando pra você não se vendo como um todo, mas apenas pelo que o seu rosto mostra que você é?
Olhe-se no espelho e se veja!
O que você enxerga é você (seu nome) dotado não só de uma face, mas de centenas de outras coisas que te compõem. Você vê a sua história, as suas marcas, suas escolhas.
Tudo o que você enxerga vai muito além do fato de ter esquecido de fazer a barba ou de não ter feito clareamento dental esse ano.
Você se vê além…
E quando você olha uma outra pessoa?
Você consegue ver além?
Tente imaginar o que outros achariam que você se parece, ou o que você acharia de si próprio se você não fosse você…

É maluco né?
Mas fazemos isso o tempo todo. É natural. Somos superficiais quando vemos o outro, mas queremos ser vistos com profundidade, sem ter esse mesmo olhar em reciprocidade.

Talvez seja apenas humano ser assim, ou talvez, falta de prática, exercício, consciência…

Escrevi isso antes… Mas talvez a gente precise se exportar de nós mesmos algumas vezes, pra podermos nos importar com os outros…

É só uma proposição!

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Extra

Esperar pelo extraordinário sem perceber que o ordinário se sobressai por ser assim tão comum.
Comum como um dia qualquer que nos mastiga com rotina. Como o vai e vem das barcas logo ali na estação, que levam e trazem histórias diariamente. Atravessando águas já tão atravessadas. Assim como eu que vivo das águas, ruas, dores e amores que me atravessam.
Vivo dos risos, choros, soluços, gritos e sussurros que esboço.
Eu que como qualquer ordinário dia comum, sou caos e silêncio, fumaça e som, escuro e total solidão.
Nada de extra e nem demais. Comum como as coisas que movem a vida, como todas artérias em funcionamento, como ar que circula de lá até aqui.
Apenas o ordinário imperceptível aos olhos menos atentos.
O tão trivial cotidiano, o amanhecer e anoitecer de dias de sol e de chuva e noites com ou sem lua.
A frente e o verso de uma capa de livro qualquer, que não se mostra tão interessante quanto o avesso que pode contradizer.
É só o que julga a primeira vista…

Nada de extra… Até que se enxergue com outros olhos.

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