#Obrigada – Jaqueline

O que define uma família?

Quais parâmetros podem medir se alguém é de fato parte tão importante da minha vida?
Genética? Desenho de árvore genealógica? Um exame?
Jaqueline, a Jaque. Fala baixinho, ri alto e abraça forte.
Eu ainda vou contar a história de muitos anjos, mas começo por ela, que sempre me emociona.
Eu não sei se eu enviei um convite, mas sei que ela aceitou fazer parte da minha. Muitas vezes ela não está lá, mas divide comigo e me faz ter fé na vida de novo.
Me faz sentir família, com abraço de mãe, colo de amiga e gargalhada de cúmplice. E eu nunca entendo quando ela tenta me dizer obrigada por algo, pois eu não conseguiria jamais retribuir a tanto. Poderia narrar muitas coisas, mas um dia ao contar de um problema meu para Jaque, ela me olhou nos olhos chorando e me perguntando Porquê? Porquê tanto sofrimento?
E eu chorei, não pelo que eu vivia, mas porque naquele momento ela fez eu sentir que não merecia sofrer, mas que eu merecia ter pessoas na minha vida como ela e quando alguém no mundo aceita dividir com você aquilo que é seu, o seu peso se torna mais leve e mesmo a sua felicidade se torna mais plena.
É não estar sozinho.
Escolha!
É isso que define família. É escolher dividir. Dividir é levar e é trazer. É receber e também oferecer. Partilha.
Jaque, obrigada pela sua escolha, não só comigo, mas pelas escolhas que você faz da sua vida e pelo que elas fazem com você.
Você me faz acreditar em muitas coisas boas.
Você me diz que eu sou jovem, é que eu vivo esquecendo, mas me lembro quando te vejo.
Você me faz ver que quem está certo não precisa falar mais alto e nem por último.
Você me faz ver que nem sempre que gestou um filho é que a mãe.
Me faz entender respeito. Quanto mais se dá mais se tem.
Valor de uma amizade é ter uma amizade que não tem preço.
Muito obrigada Jaque. Obrigada pelo que você é e pelas outras 4 pessoas maravilhosas que você trouxe pra minha vida!
Amo vocês!
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Obrigada por tudo, nada e qualquer coisa!

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Acho que todo mundo já pensou algum dia “E SE EU MORRESSE HOJE?”
Eu sou uma dessas que vez ou outra fico me perguntando o que eu teria deixado de bom para o mundo, como as pessoas iriam se lembrar de mim? Elas se lembrariam de mim? Quais razões elas teriam pra isso? Eu vou deixar saudades? E principalmente EU AGRADECI AS PESSOAS?
Pensando nisso, eu resolvi começar a deixar pequenos textos, por aqui, pra de certa forma dizer para muitas pessoas como elas contribuíram na minha vida.
Nem sempre foram pessoas próximas, as vezes não foram nem pessoas que eu conheci, foi alguém de quem eu ouvi falar, ou pessoas que deixaram alguma lição que me marcou, alguém com quem eu aprendi, alguém que eu admirei, que me trouxe alegria ou que motivou grandes mudanças.

Eu gostaria apenas de ser grata!
Não haverá ordem de importância, de relevância… Todos são importantes, todos são relevantes, algumas motivações cotidianas, algumas memórias, coisas do tipo me farão pensar que hoje é dia de agradecer a…

Então é isso!
Entre os meus próximos textos estarão presentes os meus agradecimentos.
Quem quiser acompanhar mais, se inscreva no blog e na fan page: https://www.facebook.com/blogleylaguimaraes que eu vou atualizando sempre.

Último ato

                                                            IMG_6509
– Oi
– Olá
– Gostaria de conversar com você
– Está conversando!
– Da última vez que nos falamos você não foi muito amistosa
– Pois fale
– Eu soube do seu avô
– É, ele descansou… É a vida!
– Soube também do seu novo trabalho.
– Ah, sim, por enquanto é legal
– Você nunca é feliz por muito tempo em um mesmo lugar. Qual o seu problema?

– Eu não me conformo. Acho que a vida é muito curta para que as coisas sejam sempre da mesma maneira, só isso.
– Eu vejo isso nos seus olhos. Vi desde a primeira vez que te encontrei. Eu queria você, mas eu nunca aprendi a voar. Eu sabia que alguma hora as suas asas iriam se curar e você ia partir novamente.

– As feridas não doem para sempre. De alguma quedas eu vou levar só as cicatrizes, de outras eu levo uma vontade ainda maior de voar e voar mais lato, mais longe!

– Hoje eu vi o sol nascendo, eu me lembrei de você. Você sempre disse que ama ver o sol chegando ou partindo
– É verdade, eu amo mesmo – Você e o sol se parecem muito
– É?
– Os dois vão e vem, mesmo eu não vendo eu sei que estão em algum lugar e vocês tem luz.

– Obrigada, eu acho. É bom ouvir isso de você.

– Você poderia me ouvir mais, mas você me evita.
– Eu não sei te explicar, mas eu sou estranha. Eu prefiro me afastar às vezes.
– Você tem medo!
– Medo? De você? Que piada…

– Não! Você tem medo que alguém te faça feliz, tem medo de sofrer.

– Eu sou feliz!
– Mas não é por completo. Você é esse dilema que quer voar pra sempre, que gosta de liberdade, mas que se sente sozinha e quem tem medo que um outro alguém te prenda ao chão.

– Você não sabe o que está dizendo
– Eu sei sim! E eu adoro esse seu jeito, inclusive essa sua cara de irritada aí.
– Então é por isso que você me atormenta?
– Não! Eu apenas gosto de você, mas quero que você saiba que as outras pessoas não são como eu que não sei voar.
– Você está sendo o que sempre foi, um velho e chato. Você não devia ter vindo aqui.

– Eu sempre ando por aqui, tentando te ver.
– Então quer dizer que além de velho e chato você também é uma maluco psicopata que me persegue pela vizinhança?
– Talvez… Talvez você deva mesmo temer e como essa pode ser a última vez que você me recebe, eu precisava te contar tudo o que eu penso e sinto.

– Já terminou?
– Não seja assim, vai… Você costumava ser bem humorada. Tá de TPM?
– Caramba!!! Isso é uma visita ou uma consulta? Você agora é analista? Vai ficar dizendo o que eu sou, o que devo fazer. Você é meu pai?
– Não. Nada disso. Você sabe que eu quase poderia ser seu pai.

– Você não é tão velho assim! – Mas não sou mais um garoto. E você é jovem, linda, inteligente…
– Me desculpe, mas agora você tem que ir, tenho muitas coisas pra fazer.
– Você sempre tem mil coisas pra fazer
– Sim, sempre!
– Eu queria ser alguma coisa pra você.
– Esse seu jeito me sufoca. Eu não suporto isso, tem um limite entre querer ser desejada e um não querer. EU NÃO TE QUERO MAIS. É isso!
– Tudo bem, eu acredito, mas olha…
– Que foi?
– Eu vou sempre te querer bem
– Eu nunca disse que não te quero bem.
– Que bom! Pense nas coisas que te falei. Você merece ser feliz.

– Só eu sei os caminhos que me trouxeram até onde estou hoje. Eu sei o que eu vivi para ser quem eu sou e para agir dessa forma  e eu já te disse… EU SOU FELIZ.

– Que bom então. Bem… Foi bom ver você. Posso te pedir só mais uma coisa?

– O que mais você quer?
– Um abraço – Você sabe o que eu penso sobre abraços…

– Sim, eu sei. Por isso estou te pedindo um. O último, prometo.

(Abraçaram-se)
(Minutos em silêncio)

E a porta se fechou… Com lágrimas nos olhos dos dois lados.

Fermentando

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Não nasci pra viver as coisas tão mais comuns
Pra ter uma vida pacata e normal
Ainda que eu não escolha, sou mais uma icógnita do que a inércia

A necessidade de estabilidade não sobrevive perto da minha curiosidade pelo novo
A certeza única é a de que nada é tão certo assim
As coisas mais duráveis acabam em minutos

As coisas que se prolongam demais acabam esquecidas pela monotonia em que elas mesmas se afogam
O apego é uma bomba relógio para saúde de quem vive
A vida é trânsito, fluxo, trocas
Idas, vindas, passagens, rumos que mudam sem parar

A coisa mais sensata a se fazer na vida é viver
E deixar que o tempo continue a agir da sua maneira e dar a cada um seu sabor

Sempre em frente

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Há coisas que só podem ser do jeito que elas são. Não há opções. Ou são ou não são!
Não se pode mudar, nem tentar fazer diferente. Se for dolorido, vai ter que doer para acontecer e não adianta remediar, tentar ser doce ou brando.  D

O que resta é encarar; exercitar a força que muitas vezes nem sabemos que temos, mas está guardada em algum lugar dentro e nós e que aparece nos momentos necessários.

Para obter resultados é preciso atitudes; perguntar para ter respostas. Crescer e aprender.

A vida é uma sequência de ritos de passagem, todos os dias viramos páginas, seguindo em frente, esquecendo, perdoando, abandonando, abrindo mão e principalmente aprendendo nas perdas e ganhos.

Caminhando, sempre em frente!

Foto: http://www.flickr.com/photos/leylaguimaraes/5204037456/

Cinco minutos

Fiz cinco minutos de silêncio em meio aquele caótico som ambiente do mundo inteiro. Consegui me concentrar apenas no som que fazia uma lágrima que escorrendo pelo rosto, caía no chão cinza e frio. Aquele som mudo que foi capaz de emudecer tudo, aquele segundo que parece ter durado mil horas.

Fiz cinco minutos de silêncio para ouvir o que nada me deixava ouvir e tentar entender o que nada queria me falar. Então foi assim que descobri que cinco minutos eram muito importantes para que eu pudesse ouvir nada e fazer nada e apenas ficar ali esperando por nada.

Foi assim que eu vi, nada era tudo, era tudo que eu precisava. Eu só precisava fazer nada e esperar, e ouvir e pensar, tudo absolutamente nada. E cinco minutos passaram e eu descobri que nada era o tempo, o tempo que eu tanto queria, o tempo em que tudo muda e o tempo em que tudo passa.

Mas para tudo foi preciso nada, o meu nada, nos meus cinco minutos que pareceram mil horas.

 

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De si

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Cada um sabe o que grita no seu silêncio e compreende o motivo pelo qual cala.
Sabe cada um de si quando a pauta é o que vem de dentro. Conhece cada indivíduo o seu próprio labirinto, os caminhos que trilha e os caminhos que nunca trilhará.
Entende cada um os motivos de suas recusas ou de seus aceites.
Ninguém é transparente a ponto de não ter algo a ser descoberto. A cada passo somos alguém em um novo lugar. Nada que te define hoje pertencerá para sempre, porque a vida de ninguém permanece inerte ainda que escolha assim ficar, se nada muda em você, tudo muda a sua volta e o mundo muda sem parar.
Não é permitido ser sempre  o mesmo e dizer: “-Sou assim e nunca vou mudar!”. Muda você por si só ou muda o mundo e te deixa parado em algum lugar do passado.  
Nas escolhas que você faz, opte por olhar para frente e para lá seguir. Não conte aos quatro ventos sua alegria ou sua tristeza, mas aprenda com elas a caminhar e se fortalecer.
Não tenha medo de mudar e mude para melhor.

A Lógica da vida ou a Bio Lógica

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Todo mundo fala sobre o equilíbrio, a necessidade da temperança em todas as coisas, o ponto médio, o meio termo, a medida. A gente expressa de mil formas e com mil expressões, usamos e repetimos sempre a mesma coisa, mas nem sempre nos damos conta dessa medida real.

A vida tem uma lógica com um sentido tão comum quanto a fisiologia…
Há momentos de picos de êxtase, muitas emoções, muitas alegrias, muitos sorrisos, muitas festas, muita coisa boa. Muita coisa que é muita… Nesse momento todo o combustível é queimado com mais velocidade.
Há outros momentos em que tudo desacelera, tudo fica tedioso, chato, sem novidade, massante, rotineiro. O ritmo fica tão lento que parece que o tempo passa muito devagar e os momentos são tortuosos. É exatamente nesses momentos que se explica a ligação com a fisiologia… Como no metabolismo, onde quando o corpo entende que você precisa de reservas, ele poupa, nessas horas as boas memórias são exatamente assim.  Você precisa se lembrar das coisas boas que já aconteceram pra que possa ser impulsionado a superar os momentos difíceis.
Boas memórias são como as reservas que te suprem as necessidades nos momentos de crise, relembrar que tudo nem sempre foi tão triste, tão ruim. É importante saber que você, a mesma pessoa entediada de agora, já esteve na companhia de pessoas muito boas, em lugares fantásticos e que essa também é parte da história da sua vida e que foi maravilhoso poder viver e construir tudo isso.

Toda fuga de rotina só é boa se houver uma rotina…
Tudo que é fenomenal, maravilhoso, incrível, fantástico e todos os outros adjetivos só tem essa qualificação se existir o comum logo ao lado de cada um deles. A partir do momento em que a vida se torna só o SUPER, o super vira o comum e o comum vira o chato e aí deixa de existir.

É preciso uma pitada de sofrimento para humanizar a vida, só a felicidade é capaz de te desligar do mundo real e te fazer perder a capacidade de desfrutar do que é bom.
Os momentos não tão bons podem ser a incubadora de outros grandes feitos… Quem sabe não é a partir daí que um certo click acontece para iniciar um outro renascimento, mudando a fase, começando outro ciclo.

Que você entenda melhor o seu “metabolismo vital” e que saiba usufruir dos seus momentos bons e ruins. Que aproveite cada um deles e que se sinta feliz por ter a capacidade de viver tanta coisa.
Construa sempre coisas boas a partir de qualquer experiência e conte sempre com as pessoas boas e as que te fizeram aprender algo e também as que você teve a felicidade de encontrar na vida. Conte com elas ao seu lado ou nas suas memórias, tudo sempre será útil!

 

 

 

ao meu melhor amigo com carinho.