Doce e simples

dsc_0526

O dia é longo e cansativo
Agitado e estressante
Me peguei algumas vezes levantando a voz.

Mas aí chega a noite, a calma, o silêncio e a paz.
Ela adormeceu e eu me pego do lado da sua cama, depois de tudo feito, tudo acabado, depois de tudo eu ainda paro, só pra olhar e repetir pra ela e pra mim mesma o quanto eu a amo, o quanto ela é linda, o quanto eu me orgulho de tê-la em minha vida.

Ela não me viu, não me ouviu. Ela só dorme, enquanto eu só quero abraçá-la forte.

Hoje o dia acabou, mas amanhã eu vou acordar e tentar ser melhor
Melhor pra ela
Melhor por ela
Eu vou dizer o quanto a amo, uma, duas, muitas ou quantas vezes for necessário, pra que ela entenda que eu amo mais que tudo nessa vida.

Se você consegue perceber que precisa também, quando acordar amanhã, tente ser melhor comigo.

Anúncios

ALERTA DE VÍRUS CONTAGIOSO!

dsc_0748

Hoje voltando do trabalho, com minha filha, peguei o metrô e ela sentou-se no meu colo. Duas estações depois e o metrô lotado, brincávamos de uma brincadeira boba, que implicava em nossas mãos tentar se alcançar com mais pressa. Em poucos minutos ela gargalhava em alto som, e pouco a pouco vi as faces das pessoas contagiadas com seu riso. Mesmo numa tarde de sexta-feira chuvosa, fria, cansada e apertada.

Ali eu percebi que felicidade é contagiosa, vinda de um sorriso frouxo de criança, mais viral ainda. Já tentaram me convencer do contrário, que a felicidade a gente esconde, a gente não conta, não espalha, não publica. Quem foi que inventou isso? Eu hein! O ódio, a raiva, a discórdia, o preconceito vocês querem sair por aí espalhando, mas a felicidade tem que guardar pra gente, tem que ser segredo, tem que botar no baú.

Eu tô falando de ser feliz, mas de verdade, de sentir aqui dentro do coração aquela leveza, de não se aguentar, de deixar escapar pela boca mesmo, de gargalhar, abraçar, de querer ajudar alguém, fazer o bem.

Eu tô falando de realização, de momentos que a gente tem pra se apegar nas horas em que tudo realmente parece estar ficando meio nublado. De colorir de risos, de brilho nos olhos.

Eu quero falar mais dessas palavras boas, que vão fazer bem ao seu coração, que vão despertar em você o desejo de logo ali na frente, fazer alguém ser feliz também.

Vamos ter crises coletivas de gargalhadas idiotas, é, deixe que seja idiota, qual o problema? Ri de mim, mas ri comigo.

Vamos mudar esse discurso e parar de achar que só o sofrimento, a insatisfação e a dor devem ocupar os lugares públicos. Vamos viralizar a alegria a partir de hoje, de agora. Sinta, seja e faça alguém sentir.

E não sinta inveja da alegria do outro, sinta nela a inspiração para ser feliz também. Veja na atitude feliz do outro, uma possibilidade de encontrar o seu caminho, o seu destino feliz.

É nossa vocação, a gente sabia disso lá atrás, a criança que gargalha com a mão no metrô, ainda mora dentro de você. Leve-a para brincar, não é difícil.

Se isso for doença, dá licença, mas eu quero me contagiar!

#Obrigada – Jaqueline

O que define uma família?

Quais parâmetros podem medir se alguém é de fato parte tão importante da minha vida?
Genética? Desenho de árvore genealógica? Um exame?
Jaqueline, a Jaque. Fala baixinho, ri alto e abraça forte.
Eu ainda vou contar a história de muitos anjos, mas começo por ela, que sempre me emociona.
Eu não sei se eu enviei um convite, mas sei que ela aceitou fazer parte da minha. Muitas vezes ela não está lá, mas divide comigo e me faz ter fé na vida de novo.
Me faz sentir família, com abraço de mãe, colo de amiga e gargalhada de cúmplice. E eu nunca entendo quando ela tenta me dizer obrigada por algo, pois eu não conseguiria jamais retribuir a tanto. Poderia narrar muitas coisas, mas um dia ao contar de um problema meu para Jaque, ela me olhou nos olhos chorando e me perguntando Porquê? Porquê tanto sofrimento?
E eu chorei, não pelo que eu vivia, mas porque naquele momento ela fez eu sentir que não merecia sofrer, mas que eu merecia ter pessoas na minha vida como ela e quando alguém no mundo aceita dividir com você aquilo que é seu, o seu peso se torna mais leve e mesmo a sua felicidade se torna mais plena.
É não estar sozinho.
Escolha!
É isso que define família. É escolher dividir. Dividir é levar e é trazer. É receber e também oferecer. Partilha.
Jaque, obrigada pela sua escolha, não só comigo, mas pelas escolhas que você faz da sua vida e pelo que elas fazem com você.
Você me faz acreditar em muitas coisas boas.
Você me diz que eu sou jovem, é que eu vivo esquecendo, mas me lembro quando te vejo.
Você me faz ver que quem está certo não precisa falar mais alto e nem por último.
Você me faz ver que nem sempre que gestou um filho é que a mãe.
Me faz entender respeito. Quanto mais se dá mais se tem.
Valor de uma amizade é ter uma amizade que não tem preço.
Muito obrigada Jaque. Obrigada pelo que você é e pelas outras 4 pessoas maravilhosas que você trouxe pra minha vida!
Amo vocês!

A mulher e a menina

/home/wpcom/public_html/wp-content/blogs.dir/26d/18689737/files/2015/01/img_8008.jpg

Como cresceu!
Aprendeu a sentar, a andar, a falar.
Aprendeu a dizer o que quer, o que não quer.
Parece tão forte e determinada, menos quando pede colo com os olhos cheios de lágrimas.
Não quer dormir, mas os olhos se queixam e insistem em pesar.
Deitada se vira de canto em canto e quando se acalma… Sou eu que me encanto.
Me enquadro e te emolduro pra tornar eterno cada momento.
E se falta por um segundo você aqui parece que fui eu quem deixou de existir.

Me misturo sem saber onde começa você e termino eu.
De passo a passo entre saltos e tropeços.
Eu seguro a sua mão quando me levanto e quando você cai.
Tão circunstancial presença ou ausência.
É sincera a dúvida que eu vivo todo dia. Não sei se é a mulher a mãe da menina ou se é a menina a mãe dessa mulher.

Boa noite, filha

Ela não disse nada, não pediu, nem se quer me olhou.
Apenas ali, no escuro, segurou a minha mão, para que eu também segurasse a sua. E assim, de mãos dadas, ela teve a paz que precisava.
Fechou os olhos com seu ar doce e puro de criança.
Protegida, pelo meu aperto de mão, não se sentia sozinha. Ela em paz dormiu.
E eu, mesmo no escuro, conseguia admirar a beleza de seu rosto.
Cada traço dela para mim é perfeição, como desenhada a mão.
Até o jeito que ela é respira é lindo.

Quando consigo soltar a minha mão da dela, toco seus cabelos e sinto o cheiro deles, suavemente contorno seu rosto com os meus dedos. Ela involuntariamente faz uma careta.

Eu dou uma risada silenciosa e a beijo devagar.
A cubro, e aos pés de seu ouvido desejo: boa noite, filha!

IMG_3836.JPG

A cria que criei.

Aaah! Quem não tem não sabe como é. Ser Criador!

Quem só pensa no lado trabalhoso, cansativo e caro, não sabe o quão recompensador é poder contemplar a sua criatura. Ganhar um sorriso… Ver cada pequena evolução que é muito mais extraordinária do que a evolução do mundo todo… Ver um pedacinho seu, que anda, que fala, que pensa, que sente e que ri e faz rir. 
Quem não tem pode até fazer ideia, mas não sabe como é no fim da noite que a gente para só pra olhar esse pedacinho de ser humano jogadinho, preguiçoso, esparramado na caminha… 
E é tão puro, é tão verdadeiro. É gratuito esse amor que só quer o melhor.

É detalhe, miudeza, pequeninice e bobagem, mas é bom, é tão bom… 

Um cheirinho, um sorriso, um abraço apertado, umas mordidinhas… Uma soneca no colo, uma música chata pra ficar na cabeça o dia todo, os brinquedos espalhados pela casa e a vontade de estar ao lado em todos os momentos.

É minha. Minha criaturinha. É pedaço meu e é pra sempre!