Coração Valente


Nesse clima de mudança, mexendo em papéis, revirando coisas da casa, me deparei com a lembrança que 7 anos atrás descobri a gravidez, nesse mesmo fim de julho.
Lembrei do caminhão de emoções, era uma mistura de medo, amor, insegurança. No meu primeiro exame, aquele onde ouvi o coração galopante dela com apenas 8 semanas e uns milímetros, descobri a força que ela tinha e recebi também a notícia de que ela estava em risco.
Menos de uma semana que eu soube da existência dela e o médico me descarrega a notícia de que eu poderia perdê-la. Sentei no estacionamento do hospital, liguei pra minha mãe, eu chorava muito. Ela me acalmou e disse que ia ficar tudo bem, que eu não iria perdê-la.

Lembro de chegar em casa, me olhar no espelho e falar com ela, nem sabia ainda se era ELA, mas era meu bebê. A gente começou a conversar desde cedo. Tomei progesterona por alguns meses e ela ficou bem. Tudo se desenvolveu normal.

Quando ela estava na barriga, cantávamos parabéns pra ela toda noite, só assim ela parava de se mexer, quando ela nasceu e veio chorando pro meu colo, cantei parabéns, ela reconheceu minha voz e se acalmou.

Falo com ela todos os dias, mas hoje sou eu que me acalmo a ouvir a voz dela.
Feliz 7 anos que te descobri.
Obrigada por me escolher.
Te amo.

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