Deságua


Oi, tem tempo que a gente não se fala. Não que eu não quisesse..
Esses dias eu até me lembrei de você, nem era dia, era noite, madrugada…
Daquelas que tinha as horas que sempre passávamos juntos, meio acordados, meio dormindo. Nunca 100% lúcidos.
Escolha voluntária pela expectativa positiva e sorriso. Tempo enxergado em partículas, tudo era tanto e simples.
Nossos olhos seguiam os detalhes
e cada ponta dos dedos era condutora de um tsunami que vive dentro de você.
Tudo e tanto e em tão pouco que parecia demais. Que nem sei se foi demais ou de menos. Só vivi o que foi.
E foi.
Se foi.
Até quando?

Quanto tempo a tormenta da sua onda demora para completar a volta ao mundo e voltar a me atingir?
Que peso dos destroços das suas águas passadas você traz pra me afogar?
Eu fluo como um rio e aqui tudo passa, até o que transborda.
Percorro os meus caminhos.
Sigo.
Vai que um dia em volte desaguar em ti e o encontro das nossas águas escoem pra um outro caminho.

Eu torno a fluir.

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