O tal dos 27

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24/04, ⏱00:10h, eu nasci há 27 anos atrás. E como não disse Raul, têm coisas demais nesse mundo das quais eu não faço a mínima ideia.

Voltemos a madrugada do dia 24 de abril de 90, pois é, tava minha mãe lá, parindo, na madrugada! Já cheguei fazendo bagunça. Minha mãe dormiu no parto e quando acordou e me viu, perguntou de quem eu era filha, o médico disse que era dela, ela me levou pra casa e criou, pelo menos é assim que ela narra a história para todo mundo. Te amo, mãe!

Estou super animada, completo mais uma volta em torno do sol, o mesmo sol que ilumina minha bundinha nessa foto, eu sei, eu nunca posto foto de biquíni, na verdade, raramente tiro uma foto que contemple meus 1,56m de altura e meus mais de 60kg. Olha só, várias revelações! Sem medo de ser feliz sendo exatamente quem eu sou.

27 anos! Janis, Amy, Kurt, Hendrix, Morrinson… Eles não viveram mais que isso, deixaram seu legado, eu diria eterno, mas não viveram mais que 27 anos… 🤘🏻☠️
Eu pretendo viver, viver bem e cada vez mais grata, realizada, determinada, forte e feliz por ser quem eu sou. 
Grata por esses 27 anos iluminados, pelas pessoas às quais eu devo muito, devo tudo, devo minha história, pessoas que me fizeram e me fazem ser quem eu sou.

Grata pela minha Lis, que é luz, alegria, vida da minha vida e a razão de um novo eu, que nasceu junto com ela, e eu não dormi depois do parto, me lembro de cada fração de segundo que esperei pra poder pega-la nos meus braços e de como cantei parabéns pra ela no centro cirúrgico, e de como, ao ouvir minha voz, o chorinho dela desapareceu.

Grata pela minha mãe, meus irmãos, minhas famílias maravilhosas (a de sangue e a de coração), meus amigos, meus colegas de trabalho, o porteiro do meu prédio, o senhor da padaria, as senhoras e senhores que batem papo comigo no metrô, a gerente do banco, a mãe da escola, os amigos da internet, os leitores desse blog e cada pessoas que cruza meu caminho e me acrescenta um pouquinho mais de vida.

Grata pelos meus valores, aqueles pelos quais eu luto todo dia, consciente ou não, mas são eles que me dão a alegria de deitar e dormir em paz com minha cabeça e meu coração. Que mesmo enfrentando as dificuldades, que fazem parte da minha, da sua e da vida de todas as pessoas, eu e você, nunca deixemos de acreditar. Ser honesto, ter bom carácter, respeitar as pessoas, as nossas diferenças, nossas semelhanças e acima de tudo nos amar, nos amar muito, porque nós somos mais quando somos todos parte de um todo.

🎉 Vamos evoluir! Vamos aprender! Vamos perdoar! Vamos sorrir, dançar, comemorar.
E botar a bundinha no sol… 🌞

Sintam-se, neste momento, abraçados por mim.
Gratidão.

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2 segundos e muito nada

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00:44, acaba de acontecer uma queda geral da eletricidade.
O motivo, desconheço.
Durou uns 5 segundos em média, eu assistia a TV, em um flash, tudo ficou escuro, exatamente no fim do capítulo da série.
O primeiro milésimo de segundo achei que era só a TV, só a virada do capítulo da série, no milésimo de segundo seguinte percebi um breu mais profundo. Logo em seguida que, do lado de fora da janela sempre iluminada, tudo estava escuro.
Aí no outro milésimo um grito mental de “minha nossa, a bateria do celular tá quase acabando, será que vai demorar?”.

Aí nos dois segundos seguintes eu só aproveitei o nada!
E foi muito nada, em dois segundos.

Mas aí voltou.
Deu pra sentir as luzes se ascendendo na rua. O gerador do elevador fez barulho, todos os alarmes dispararam, minha geladeira apitou todos os botões do painel, a internet religou, a luz da janela sempre clara, acendeu de novo, e a TV clareou a sala. Os carros voltaram a acelerar.

Por dois segundos era um nada imenso.
No segundo seguinte eram 1000 sons vezes 1000..

E aí eu peguei o telefone, e aí eu tava aqui escrevendo… Eu ia concluir, mas a bateria vai acabar.

Mas eu vou lembrar dos dois segundos.
Foi tudo isso por causa daquele nada e porque nada às vezes é nada, às vezes é muito e às vezes é tudo!

Só me diz

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Me diz
Que fogo é esse que arde nos teus olhos?
De onde vem essa chama que incendeia onde você mira?

Que sol é esse que ilumina só você no centro do universo?
Universo que eu, reles mortal, circundo sem saber o motivo

Como quebrar o feitiço que você exala?
E como vive quem ainda não te visitou?

Onde enterraram a chave do baú que esconde o seu segredo?
Quantos milhões de anos luz moram nas galáxias atrás desses olhos?

Quantas flores se envergonham por não ter o cheiro dos seus cabelos?
Quantas pétalas já secaram por não se igualar a suavidade do seu toque?

Quantos sabores tem o gosto do seu gosto?
E como ingressa nessa aventura que é te viver?

Me diz…
Só me diz.