O horizonte que mora em mim


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Um homem qualquer parou para acender um cigarro no momento em que o sol rasgava o ventre do céu, como um menino que quer ser parido. Do meu lado ele era só mais um simpático espectador deslumbrado.

Enquanto todos miravam o horizonte, as lentes dos óculos escuros e o fundo de cada olho refletia o brilho estonteante do astro rei em seu arrebol. De repente me dei conta de que eu estava lá e que poderia estar quantas vezes mais desejasse. Descobrindo vez por vez o porquê brilham os olhos. Brilham os novos e brilham os mesmos.

Quais os motivos moram no sol? Quantas razões encontradas no horizonte? Qual foi a descoberta?

Foi mirando o horizonte que aprendi a olhar além, além de tudo, até chegar onde só poderia me encontrar comigo mesma. Tão longe eu fui que cheguei dentro de mim, quando olhei de novo para o mesmo lugar, com outro ponto de vista.
Pensei sobre o que até agora aquilo me dizia, olhei de novo e esperei ver algo diferente, e olhei, até que vi. Até agora me pergunto se era lá mesmo onde tudo que eu olhava me surpreendia, ou se é olhando em mim me surpreendo ainda com o que eu não conhecia.

Eu vou amar o mundo toda vez que olhar o bastante para conseguir enxergar além, muito além do superficial. Até conseguir encontrar o meu novo e melhor, sempre melhor, jeito de enxergar.
Vou mudar tudo no mundo, quando eu mudar sempre em mim.

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