ALERTA DE VÍRUS CONTAGIOSO!

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Hoje voltando do trabalho, com minha filha, peguei o metrô e ela sentou-se no meu colo. Duas estações depois e o metrô lotado, brincávamos de uma brincadeira boba, que implicava em nossas mãos tentar se alcançar com mais pressa. Em poucos minutos ela gargalhava em alto som, e pouco a pouco vi as faces das pessoas contagiadas com seu riso. Mesmo numa tarde de sexta-feira chuvosa, fria, cansada e apertada.

Ali eu percebi que felicidade é contagiosa, vinda de um sorriso frouxo de criança, mais viral ainda. Já tentaram me convencer do contrário, que a felicidade a gente esconde, a gente não conta, não espalha, não publica. Quem foi que inventou isso? Eu hein! O ódio, a raiva, a discórdia, o preconceito vocês querem sair por aí espalhando, mas a felicidade tem que guardar pra gente, tem que ser segredo, tem que botar no baú.

Eu tô falando de ser feliz, mas de verdade, de sentir aqui dentro do coração aquela leveza, de não se aguentar, de deixar escapar pela boca mesmo, de gargalhar, abraçar, de querer ajudar alguém, fazer o bem.

Eu tô falando de realização, de momentos que a gente tem pra se apegar nas horas em que tudo realmente parece estar ficando meio nublado. De colorir de risos, de brilho nos olhos.

Eu quero falar mais dessas palavras boas, que vão fazer bem ao seu coração, que vão despertar em você o desejo de logo ali na frente, fazer alguém ser feliz também.

Vamos ter crises coletivas de gargalhadas idiotas, é, deixe que seja idiota, qual o problema? Ri de mim, mas ri comigo.

Vamos mudar esse discurso e parar de achar que só o sofrimento, a insatisfação e a dor devem ocupar os lugares públicos. Vamos viralizar a alegria a partir de hoje, de agora. Sinta, seja e faça alguém sentir.

E não sinta inveja da alegria do outro, sinta nela a inspiração para ser feliz também. Veja na atitude feliz do outro, uma possibilidade de encontrar o seu caminho, o seu destino feliz.

É nossa vocação, a gente sabia disso lá atrás, a criança que gargalha com a mão no metrô, ainda mora dentro de você. Leve-a para brincar, não é difícil.

Se isso for doença, dá licença, mas eu quero me contagiar!

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Deixa que passa…

Eu acionei a minha metralhadora de sílabas. Você se importou com o tamanho das minhas frases.

Logo eu, de longos e explicativos textos, de Infinitas histórias, de suposições inimagináveis. Eu resumi as palavras a monosons, como um escritor que publica um tuíte, ou alguém desinteressado que sacode os ombros e revira os olhos.

Algumas vezes, sem motivo, eu emudeço. Me recolho. Me escondo. Me esquivo. Às vezes eu me desfaço.

Mas fique tranquilo. Depois eu volto. Eu conto. Eu apareço. Eu abraço.
Fica tranquilo que eu me refaço!