Oi, meu nome é Leila com i

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Uns de vocês acham que eu tenho 15 anos, outros 35, outros tão pouco se lixando pra idade que eu tenho… Eu faço parte desse último grupo, aliás, depois dos 18, parei de me importar ou achar diferença.
Biológica, cronológica, verdadeiramente falando, eu tô completando 26 anos de idade, mas e daí né?
Eu gosto de música dos anos 60,70,80,90… Eu gosto de comida árabe, mexicana, mineira, aaaaaaaaaaaaah, que mentira, eu gosto de qualquer comida, eu adoro comer, eu adoro jiló.

Eu nasci goiana, cresci candanga, estou carioca, sabe-se lá o que serei daqui a pouco.
Eu tive um pai, eu perdi um pai, eu ganhei dois pais, umas cinco mães, uma dúzia de irmãos, eu sinto um tanto de amor fraterno.
Eu já quis ser freira, fiz experiência vocacional, eu quis ser jogadora de vôlei profissional e até hoje a minha família acha que eu sou jornalista.
Já morei com os pais, com os tios, com os irmãos, com primo, em republica, com uns velhinhos, sozinha, com marido e com filha.
Eu trabalhei em faculdade, em órgão público, em jornal, em agência, já abri empresa e agora em ONG.
Já tive cabelo rastafari e curto e médio e longo, só AINDA não mudei de cor.
Já fiz balé, joguei vôlei, handball, tênis de mesa, yoga e corrida, mas meu esporte predileto ainda é levantamento de garfo e copo.
Aprendi a usar vestido depois dos 18 anos, mas nunca deixei de me comportar como um pivete e tenho cuecas no meu armário, eu adoro dormir com elas.
Eu sou mãe da menina mais linda do mundo, mas eu fico me segurando pra não agarrar qualquer criança que passa na minha frente.
Eu tenho bisavô com quase 98 anos. Eu tenho menos de 1,60m de altura, eu uso protetor solar 60fps todo santo dia e eu tenho enxaqueca desde os 8 anos de idade.
Eu perco muitas horas de sono enquanto tento dormir.
Eu perco muitos textos que eu penso, pensando que poderia levantar pra escrever e nunca levanto.
Eu perco pelo menos um brinco por semana.
Perco a hora, perco o cartão de crédito, a identidade, esqueço pra quem emprestei os livros, esqueço as coisas no fogo e sempre esqueço de pedir ajuda.

Eu odeio ir ao médico, odeio que leiam os meus textos na minha frente e eu odeio ler o que eu escrevo depois que eu publico.
Eu amo música alta na hora da faxina e danço sozinha enquanto tento imitar desastrosamente a Beyoncé. Eu sou irritantemente bem humorada pela manhã, mas me alimente logo cedo.

Eu tranquilamente passo o final de semana todo sem sair de casa nem pra jogar o lixo fora. Eu amo viajar sozinha, eu sou apaixonada por fotografia e ainda quero aprender mais sobre isso.
Eu desejo morar numa casa, com jardim, porque eu gosto de terra, de planta, de espaço, de quintal. Eu não sei onde e quando vai ser isso, mas um dia ainda vai rolar, eu sei que vai.

Eu lembro de tanta coisa, eu também amo tanta coisa, eu ainda vou fazer tanta tanta tanta coisa.

Foi um prazer chegar até aqui. A gente pode se encontrar em breve?

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Esquece

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Eu queria te dizer mil coisas agora.
Queria chegar na sua frente, te olhar olhos nos olhos e abrir o coração, sem medo nenhum do seu julgamento.
Eu queria rir e chorar enquanto falava. Eu cheguei a fazer listas e rascunhos, para não esquecer os detalhes, para na hora H não deixar nada passar. Mas chegou a hora e eu esqueci tudo, esqueci até que prometi que não ia esquecer na próxima vez.

Me faltou foco, força, jeito, ensejo. E sobrou esse encantamento, sorriso, brilho nos olhos e desejo. Deixei todos os rascunhos pro lado e eu vivi coisas mais importantes. Até deu tempo de ensaiar, mas eu me viro melhor no improviso. Quando chega a hora H mesmo, não dá pra seguir milimetricamente o roteiro. Eu não posso criticar o quase acaso.

Queria dizer que os olhos me hipnotizam me impedindo de no momento apropriado agir, mas seria muito injusto dar todos os créditos aos olhos, e me esquecer do sorriso, do abraço, do cheiro, do toque da pele. Eu redescubro cada um dos meus sentidos quando sinto você.

Te vejo, te escuto, te farejo, te saboreio, te sinto. Eu desligo o modo mundo lá fora eu só quero me ligar aqui e agora. Não quero nenhum outro tempo, não toco o telefone, não ligo para a notícia. Eu sou foco no desfoque desse agora, sou completamente a voz das palavras desconexas e absurdas, talvez descompromissadas com a coerência também.

Eu não digo o que eu achei que tinha que dizer, mas agora eu já nem me lembro mesmo o que ia falar. Eu antes queria te dizer, mas deixa pra lá.

Chega mais pra cá, deixa eu te abraçar, não fala mais nada não.
Esquece comigo.