Me enche

  

Quando vai dormir, ela gosta de ver as luzes diminuindo, os ruídos também. 

Ela se deita de lado e abraça o travesseiro, mas ela anseia mesmo é pelos meus abraços.

Ela me olha dentro do meus olhos, no escuro, como quem suplica por um toque, e eu atendo.

Acaricio a sua pele, mas é a sua alma que sente o afago das pontinhas dos meus dedos.

O sossego tá ali, como quem pede pra ser seu. E ele vem todo dia fazer morada na minha casa. 
Você é a paz profunda que nunca me faltava, mas que eu nunca sabia onde estava. 
Te achei.

Me transborda, daqui até o fim da vida. 

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Não aposto no oposto

Se de início já se trava uma guerra, que conquista é essa?Invadir um território onde não se foi convidado a entrar, não se é bem-vindo, não solicitaram sua presença.
Como é possível haver amor e bem-querer por imposição? Querer é poder escolher, é decidir estar, ficar, abrir a porta e pedir que entre e sente.
Não há amor na guerra, não tem que haver luta. Só há paz, só há amor, se há concessão. Quando os dois lados querem, quando há diálogo, boa recepção. Caso contrário, não vá, não lute, não insista, não entre pra ferir e sair ferido.
Dominar não é conquistar.

Impor não combina com amor.

Guerra nunca levou a paz.