#Obrigada4 Osvaldo

Hoje foi dia de Osvaldo. Mais das minhas histórias de rua.
Saí do Metrô da Rua Uruguaiana as 8:22 da manhã. Precisava chegar a rua do Rosário e apesar dos quatro anos morando no Rio de Janeiro, ainda não me localizo bem no Centro da cidade. Logo na porta do metrô avistei um senhor de camisa xadrez, óculos e uma pasta de couro na mão direita, sugeri que ele trabalhava por ali e conhecia bem todo o local. Não exitei em interrogá-lo, sutilmente dei aquela batidinha no ombro do senhor e perguntei em que direção eu deveria ir para chegar. Ele gentilmente orientou-me e pediu que eu tivesse ao número atenção pois a rua teria dois sentidos, eu comentei que ia para a ESPM, ele logo convidou “venha comigo então”. Aceitei o convite e descemos pela rua da Alfândega conversando.
Ele contou-me que no dia 2 de maio de 1965, seu primeiro dia de trabalho no centro, ele também não se localizava bem por aquelas pequenas ruas, mas que como tudo na vida a gente aprende. Orientou sobre os cuidados que eu deveria tomar quanto a segurança por ali. Perguntou se era meu primeiro dia de aula e eu disse que não era aluna, apenas visitante.
Seguimos conversando e quando chegávamos na Av. Rio Branco eu perguntei seu nome e ele me responder, – Eu sou Osvaldo. Seguiu falando que hoje já não se via muitos Osvaldos por aí, os pais preferem chamar os filhos por nomes de artistas famosos e que nomes como o dele já se tornaram estranhos. Comentei que me chamo Leila e que também nunca tive amigas da minha idade com o mesmo nome, que também não foi tão comum assim. Ele concordou comigo a respeito e sorrimos.
Chegávamos ao destino. Agradeci pela ajuda sorrindo e el me sorriu de volta dizendo que se sentia extremamente feliz em poder ser útil, muito mais feliz do que eu poderia me sentir sendo ajudada. Dei em Osvaldo um grande abraço e me virei na rua seguinte a esquerda como ele havia orientado.

E meu dia começou  com 5 minutos de conversa, um história pra contar e gratidão e um sorriso pra carregar.

Obrigada Senhor Osvaldo, que eu não tenho certeza se a grafia correta é com “v” ou “w”, só sei que trabalha no número 103 da Av. Rio Branco, mora na Usina, foi árbitro de futebol nos anos 70 e que nos minutos que passou pela vida se mostrou um homem gentil e agradável. Aprender que a gentileza custa tão pouco ou quase nada, mas que o sentido do dia de alguém pode mudar por causa do pouco tempo empenhado em ser apenar bom para alguém.
É simples, mas esquecemos de praticar as pequenas e simples coisas. Então um pouco mais Osvaldos por aí.

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Duas ou mais doses

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Gosto do seu sorriso
E eu dos seus olhos
Gosto das suas mãos
E eu do seu cheiro
Gosto de como você fala as coisas com propriedade
Eu do seu jeito de moleca misturado com essa precoce maturidade
Gosto de como você fica sem graça se te encaro sem desviar o olhar enquanto você fala.
Faço mesmo isso?
Às vezes faz sim, principalmente quando a gente está bebendo.

Eu gosto da sua pele macia e gosto de desenhá-la com os meus dedos.
Gosto de ouvir tudo você fala e acha que é clichê
Eu gosto que suas qualidades me obriguem a ser redundante
Gosto que você enxergue essas qualidade invisíveis pro resto do mundo
Eu gosto de saber que sou o único no mundo que sabe usar os olhos
Gosto de imaginar que ainda há muito por vir.
Eu gosto da certeza de que ainda há muito por vir
Gosto quando você me deixa sem palavras
Eu gosto quando você me deixa sem ar

E esse sorriso aí?
Esse que não sai da minha cara?
É bom saber que não sou o único que parece um idiota

Olha pra mim!
Não! Não me fotografe, eu estou bêbada!
Você é a melhor companheira de copo que eu já tive.

O plano não era sermos amigos? Em qual dose a gente não soube parar?
Esse era um dos planos, eu tenho alguns em mente
Eu gosto de quando os planos não dão certo!
Mas os meus estão dando… E eu gosto muito disso.

Maldito! Você é calculista!
Não, nada disso. Eu sou apenas um incorrigível apaixonado.
Como não gostar de você?
Já me rendi a você faz tempo
Bem…  Acho que já é tarde demais para tentar descobrir.
Eu já nem tento mais…
Para!
É serio!
Então não para… Continua assim por 3… Ou por 6 anos.
Ou 60?
Ou hoje!
Sim, todos os hojes, desde ontem e por todos os amanhãs.

Caramba!  Somos mesmo nós dois? É tanta doçura que acho que ficaremos diabéticos
Ou então mais resistente ao álcool
Verdade.
Mais uma dose?
Garçom… Duas por favor!