Obrigada Anitta

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*Fotógrafa: Bella Tozini – Modelo Thais Barbeiro


Anitta é uma linda mulher, muito linda.
E hoje Anitta me disse ao se despedir, já saindo em direção a porta e com um sorriso no rosto que o importante é viver sempre!

Amanhã Anitta entra na segunda fase da quimioterapia, que levou seus cabelos, deixou sua saúde frágil, mas de maneira alguma tirou a sua vontade de viver
Eu não sou sua amiga, pra falar a verdade eu a conheço bem pouco, apenas de idas e vindas pelos corredores do prédio que trabalho, das poucas vindas dela na minha sala para uma hora ou outra de conversas e risadas. Sua extrema gentileza sempre me chamou atenção, a gente tem aquele santinho que bate com o outro. Gosto de gente simpática!

Amanhã Anitta entra na segunda fase da quimioterapia, que levou seus cabelos, deixou sua saúde frágil, mas de maneira alguma tirou a sua vontade de viver. Eu não sabia que ela lutava contra um câncer até dia desses, mas hoje ela veio me visitar e entre um sorriso largo e outro perguntei como ela se sentia e ela disse que estava feliz e forte. O lenço que envolvia sua cabeça não era capaz de maneira alguma de esconder o seu sorriso.

Anitta é elegante, simpática e sorridente. E eu já disse… Não sou sua amiga, mas eu gosto dela e quando a olho ou quando penso nela,  faço por ela o que ela me disse que queria, desejo que ela tenha muita vida, boa vida, da forma mais bela que ela sabe fazer… Com beleza, por dentro e por fora.

E eu desejo aprender sempre as duas coisas que Anitta ensina gratuitamente: Alegria e Força!
Viver é sempre melhor e independente das circunstâncias, escolha superar, escolha sorrir, vem de dentro para fora, não só a beleza dela, mas a que eu vejo nas pessoas.

Obrigada Anitta!

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109 anos ou mais

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Tive a honra de nascer dotada desse espírito
Que comunga das alegrias e das tristezas do mundo
E se emociona com a energia que vem das pessoas
E encontra em tudo e todos o lado bom.

Eu tive a sorte de enxergar sorriso no meio da noite
E de brindar com a beleza que emana da vida.

Eu aprendi a dançar na chuva
E a cantar pra Lua
Eu aprendi a falar com as ruas
Que andam por mim como ando por elas.

Eu vejo as cores
Em cada dia e vejo ainda mais dias dentro de um só.
Não me aceito dentro dos meus 24 anos
Sendo em mim mais do que eu sou.

Eu tenho em mim
109 anos de histórias que não são minhas
Eu tive a sorte de sorrir até aqui
E esse anos não me pesam os ombros, mas me elevam os pés.

Flutuo entre universos que não pertenço
Mas como boa penetra, me sento à mesa, provo um drink e faço amigos
E se a vida for uma contagem regressiva
Eu tô pulando sobre os ponteiros.

Eu gasto o tempo que me gasta
E ainda não tem fim,
Nem meu tempo e nem esse texto
Porque são 109 anos ou mais que estão começando todos os dias.

Alice, Freud e José

Ela era apenas ela.
E o mundo novo se abriu sob seus pés.
Alice teve de crescer e ser pequena.
A situação pediu que fosse gente grande ou que soubesse lhe dar com sua pequinês em tamanho mundo.

Freud explique essa minha necessidade de falar sobre esse conflito de viver num limbo onde não se é grande o suficiente e nem tão pequeno assim.

Há um meio do caminho onde você ainda não pode caminhar só, mas não pode mais contar com a ajuda de alguém.

É esse ciclo astral ainda não completo antes dos 28 anos de idade. É esse mundo com um paradoxo temporal. Uma ampulheta que vira e desvira. Com e sem tempo. Muito e pouco. Suficiente e não o bastante.

José diz que ela é legal. Sabe conduzir as coisas e ainda lhe dá bom dia, mas José não sabe quem é Freud e nem deve ter ouvido falar de Alice. Ele abre os portões dos caminhos que eu faço e me saúda entre gorjetas e correspondências
É conveniente!

Alice cresceu… encolheu…
Brigou, com medo, mas enfrentou.
Esperavam que Alice conseguisse. E ela conseguiu. Foi por ela ou pelos outros?
Freud? O que me diz?

Um gato que sorri e desaparece também me deixa louca. Num mundo onde se caminha pelo desconhecido mesmo quando se sabe onde deve chegar.

O fim…
Que não justifica, mas transforma os meios.
Os meios que levam ao fim. Ou aos fins? Ou aos afins?
Quantas possibilidades eu tenho?
História escrita ou folha em branco?

José diria que tudo é o que é.
Freud acha que sou um animal dotado de razões imperfeitas e esses desejos que levam e trazem.
Alice não acha, não sabe, não entende… Vai…

E agora?
De Alice, Freud e José.

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A mulher e a menina

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Como cresceu!
Aprendeu a sentar, a andar, a falar.
Aprendeu a dizer o que quer, o que não quer.
Parece tão forte e determinada, menos quando pede colo com os olhos cheios de lágrimas.
Não quer dormir, mas os olhos se queixam e insistem em pesar.
Deitada se vira de canto em canto e quando se acalma… Sou eu que me encanto.
Me enquadro e te emolduro pra tornar eterno cada momento.
E se falta por um segundo você aqui parece que fui eu quem deixou de existir.

Me misturo sem saber onde começa você e termino eu.
De passo a passo entre saltos e tropeços.
Eu seguro a sua mão quando me levanto e quando você cai.
Tão circunstancial presença ou ausência.
É sincera a dúvida que eu vivo todo dia. Não sei se é a mulher a mãe da menina ou se é a menina a mãe dessa mulher.

Acredite

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Segure a minha mão,
Caminhe comigo!
É um convite!

Eu não te procuro e nem te espero, mas se você aparece…
Vem andar comigo.

Eu não sei onde posso chegar, mas eu não desisto de caminhar e se você vem comigo, eu prometo que não desistirei de você também!

Não desista de mim!
Uns dias de longos passos, outros nem tanto. Algum passo pra trás, talvez, mas me olhe, me chame… Faz por mim o que eu faria por você.

Me faça rir, de você, de mim ou do mundo.
Canta…
Dança comigo…

Vai chover… Eu gosto!
Nos dias de sol, me lembre do protetor solar!
Se incomodar, me avise!
Descanse! Eu te faço massagem!
Durma! Eu assisto você…
Sonhe… Eu sonho junto!

Acredite! Pode acontecer…