Leilas

Depois de 24 anos tenho esbarrado com elas aos montes.
De todos os lugares e todos os sobrenomes. São todas Leilas
Todas noites, todas são elas, de artigo definido “a” antecedendo.

Estão por todas as partes, decidiram invadir a minha vida.
São todas elas Leilas, mas nenhuma delas é como eu
E eu não sou como nenhuma delas.

Pois eu sou o que sou
E elas também são
Tão Leilas como eu e tão Leilas como elas
Na sua singularidade plural
Somos todos únicas no que somos até quando nos repetem os nomes.

Não repetem nossas vidas,
Tampouco nossas histórias.
São Leilas elas como sou Leila eu,
Mas não são Leilas elas fruto do que apenas uma viveu

Todas as histórias se chamam histórias, mas elas nunca são iguais.
Escreve cada um a sua
E deixe solta no mundo
A margem de interpretação de um qualquer.

Não importa quantas sejam elas
Importa quantas sou eu.

2014-12-12

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Antonimamente

Eu acho tão curioso o jeito que o outro é.
Da maneira que ele fala ao defender as suas ideias e o jeito que ele se empenha em as fazer acreditar no que diz.
Acho tão legal o jeito que o outro gosta, que vê beleza e acha em tudo uma razão pra ser o melhor.
Eu gosto tanto da forma com que caminha em sentindo oposto a direção do que fica o que ele fala que quer, que espera…

Eu observo o outro, algumas vezes até dou aquele sorriso que não mostra os dentes e fica só no canto da boca.
Eu acho engraçada essa espécie. Eu até penso que queria ser igual, mas aí eu acordo.