Sou dela!

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Tento resistir e hesitar, mas é sempre mais forte que eu. Quando ela resolve sorrir, ela desconstrói meu mundo em um segundo e consegue reergue-lo com traços mais vivos.

Eu sou dela e não consigo negar que meu coração é seu por inteiro. Quando ela me abre os braços e me olha com aquele olhar de quem diz “eu te preciso”… Só consigo retribuir abrindo os meus dizendo “estou aqui”.

Faço jogo duro e cara feia pra que ela entenda que amor também é impor limite, mas ela me faz entender que com doçura é mais fácil ensinar.

São seus sorrisos, seus abraços, seus beijos, seus afagos, sua voz doce que canta músicas que eu não compreendo e é o fato de você ser minha e eu ser completamente sua.

É tudo que você me trouxe desde o primeiro instante. A mudança, a preocupação, a maturidade, a responsabilidade, é o aprendizado diário, mas é principalmente o amor novo que eu descobri em você, o amor que eu ouvia falar, mas que eu senti quando você respirou a primeira vez.

É por cada um desses dias que você veio pra iluminar a minha vida!

Eu sou sua e você é minha… Não minha de me pertencer no sentido de posse, não… Não te quero prisioneira, mas minha no sentido de minha amada, que longe ou perto nunca vai mudar.

Eu te amo, meu sorriso!

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Tributo ao sorriso

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Estou descobrindo que aprendi a dizer adeus com um sorriso, ainda que com um pouco de pesar, mas não com sofrimento. Aprendo sempre mais que tudo e todos uma hora se vão e que assim foi e sempre será.

A vida é construção e cada um que se aproxima é responsável por algo que me edifica. Algumas pessoas sempre serão nossa base maciça, mas todas elas, sem exceção, todas são responsáveis pelo meu crescimento e com nenhuma delas eu vou ter uma experiência ruim, simplesmente com algumas delas eu terei um aprendizado mais marcante.

Todos os remédios do mundo precisam da mesma coisa para fazer efeito, a composição da fórmula tem sempre o mesmo ingrediente, o tempo. Seja ele curto ou longo, mas sempre o tempo vai resolver. Resolver a dor, o amor, a saudade, a distância, a raiva, a falta de compreensão… Só o tempo! Ele vai transformar as coisas e as pessoas e vai fazer elas entenderem em algum momento o que eu entendo agora.

Só o tempo… Pra me fazer entender que pra algumas coisas não podemos perdê-lo. Não poupar elogios, dizer sempre eu te amo, distribuir abraços, sorrir e fundamentalmente PERDOAR.

Nossos cronômetros desajustados que não funcionam em um compasso só, a medida que uns caminham para frente, outros precisam dar passos para trás.

Pra alguns diremos “- Não se vá agora pois ainda é cedo”, ao passo que para outros agora já era tarde demais. Mas o tempo leva, cada qual no seu momento.

Sou feliz por saber o que realmente é essencial e que grande parte dessas coisas não ocupam se quer espaço em nenhum lugar que não seja o meu próprio coração.

Não é necessário fazer as malas, viver já é carregar uma grande bagagem.

( Com carinho, a memória de vovô Cid e Fred, seus sorrisos me ensinaram muito sem dizer absolutamente nada)

João e a Lua

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João é um menino de sorriso fácil e conversa agradável, ele vive dia após dia sem abrir mão de espalhar onde quer que vá um pouco de alegria. Ele gosta de fotografia, da noite e de palavras, gosta de boa música, de crianças e de registrar momentos inesquecíveis, mas João não entedia a razão pela qual nunca conseguiu guardar em retrato fiel de uma noite de belo luar…

Pobre João… Foram noites e noites e muitas e muitas fotos para tentar dar a Lua a imagem fiel que ela merecia, para tentar mostrar a alguém o quão linda a Lua podia ser brilhando em uma noite quente, em um céu sem nuvens e em um silêncio esplêndido.

Um dia João se cansou, decidiu que não iria mais tentar, jogou a câmera na mala, e indignado deitou-se no chão e começou a brigar:
– Lua, sua injusta beleza que não se deixa ser retratada por mim para que eu possa leva-la para sempre! Queria eu apenas mostrar a todos o quão linda está essa noite.
 
A Lua nada disse a João, ela continuou no mesmo lugar apenas sendo o que ela era todos os dias… Linda e brilhante.
Depois de horas brigando com a Lua, João ficou em silêncio e começou a perceber que não eram necessárias fotos. Não era necessário mostrar a ninguém, não havia mesmo foto que fosse capaz de captar a beleza de uma noite como aquela. João percebeu que todo seu esforço para guardar da Lua uma foto, era vão.

A verdadeira beleza de um momento inesquecível não está nas provas palpáveis que uma ou outra vez conseguimos obter, os momentos realmente incríveis são os que temos calma e tempo para apreciar, observar e sentir, sem a necessidade de mostrar a mais ninguém. Os melhores registros são guardados na nossa memória, e não são apenas visuais. A lembrança da noite com sua beleza, seu som, seu cheiro e sua paz.

Foi assim que João descobriu que a Lua era sua todas as noites.