Cinco minutos

Fiz cinco minutos de silêncio em meio aquele caótico som ambiente do mundo inteiro. Consegui me concentrar apenas no som que fazia uma lágrima que escorrendo pelo rosto, caía no chão cinza e frio. Aquele som mudo que foi capaz de emudecer tudo, aquele segundo que parece ter durado mil horas.

Fiz cinco minutos de silêncio para ouvir o que nada me deixava ouvir e tentar entender o que nada queria me falar. Então foi assim que descobri que cinco minutos eram muito importantes para que eu pudesse ouvir nada e fazer nada e apenas ficar ali esperando por nada.

Foi assim que eu vi, nada era tudo, era tudo que eu precisava. Eu só precisava fazer nada e esperar, e ouvir e pensar, tudo absolutamente nada. E cinco minutos passaram e eu descobri que nada era o tempo, o tempo que eu tanto queria, o tempo em que tudo muda e o tempo em que tudo passa.

Mas para tudo foi preciso nada, o meu nada, nos meus cinco minutos que pareceram mil horas.

 

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