Conexão Galeão – JK

 

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Quem foi que disse que o povo em Brasília é frio?
E quem foi que disse que o povo no Rio de Janeiro é quente?
Ou foi que não entende de temperatura,
ou que não entende de gente.

Brasília tem seus calores que só sabe quem já sentiu
E o Rio tem te faz ter tremores, mesmo que não faça frio
São dois distintos relevos onde há praia e planalto
Uma no nível do mar e outra um pouco mais alto.

No inverno Brasília é seca e na primavera floresce o Ypê
Já no Rio, se é que faz frio, você quase nunca vê.

O que muda não é só o sotaque, o que se diz às vezes faz o mesmo sentido
Seja no Rio ou seja em Brasília, falar com “X” ainda soa divertido
O Planalto Central desde que nasceu é tomado por cariocas
Os brasilienses por sua vez, não perdem a oportunidade de o Rio visitar

Convenhamos,
As duas cidades tem sua beleza, isso não há como questionar
Sendo que uma se vê muito melhor olhando DO ALTO
enquanto na outra, a maior beleza é olhar PARA O ALTO

O Céu de Brasília
E o sol e o sal do Rio
Não existe lugar melhor que o outro
Existe apenas o lugar que você escolhe para ser o seu, onde você fica em paz
E se a dúvida te dividir meio a meio como comigo ela faz
Não há outra opção, chamo um táxi e corro pro Galeão
Eae JK é só me esperar, pois eu desembarco no planalto na próxima conexão…

 

 

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As imagens tem todos os meus direitos reservados.http://www.flickr.com/photos/leylaguimaraes/

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E é irônico!

O mundo que é tão grande
E um planeta que gira em torno de si e orbita
Um céu que visto de baixo parece longe
Um sol que fim do dia não tem mais brilho
E um dia que no fim da noite não faz mais sentido.

Um povo que é todo igual e não há ninguém parecido
As palavras que vem de dentro e não expressam o íntimo
Os pés que tocam o chão e vivem na Lua.

Os olhos que espelham a alma, mas dão sorrisos falsos
Os verbos, que exprimem ações e nos mantém inertes
E os lábios que te pertencem, mas não tem gosto se são só seus.

Experienciar

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E mais uma dose desce lenta e dolorosamente garganta abaixo.

É tanta ânsia de deixar de fazer o que não é da vontade, que o corpo não mais responde.
E é tanta tradição, erudição, beleza, costume, apego, tabu, preconceito, futilidade enraizada na alma que me perco entre certo por conveniência ou fazer o errado pra ser feliz.

É tanto dom de dizer a mentira como se ela fosse verdade, e acreditar no que disseram aos que me dizem sem saber se provaram que é verdade. É tanto lixo que entala e empurram e que tentam fazer descer.

E é tanto desejo…
É vontade, paixão, verdade, curiosidade e desejo de novo, pois sem vontade não há experimentação e sem experimentar não tem sabor. E se o sabor não for bom, há de se dizer que a alegria foi boa enquanto durou, pois convenhamos, o processo de derrubar paradigmas, viver a adrenalina de si dizer o controverso é bastante palatável.

É impossível sair incólume de qualquer briga, mesmo que ela seja contra si, mas é mais impossível ficar brigando consigo para o resto da existência sem se dar ao desfrute te sentir na pele, no coração e na alma a alegria de fazer o que se acredita.

Sendo mãe……

Sendo mãe…

Nós que conhecemos o mundo de uma forma nova e que falamos de texturas de cocô como quem discute política e que achamos o máximo tudo de novo que eles fazem, que adoramos ser recebidas com aqueles bracinhos abertos e sentir o cheirinho gostoso de quando eles acordam. Nós que nos dividimos em todas as nossas funções e ainda queremos ter tempo pra ficar bonitas… Nós devemos ter sido trazidas de outro mundo… Ser mãe é ser sobrenatural