A verdade, nada mais que a verdade!


Eu acho que escrevo porque sou covarde e não tenho coragem de contar as pessoas o que realmente se passa.
Não sou sincera nem comigo e nem com você que lê. Tudo não passa de uma grande farsa. Uma vez até cheguei a escrever que escritores não tem necessidade de serem eles mesmos, que podem ser livres para ser o que quiser, mas na verdade, o mundo não mais é do que uma vitrine de hipócritas. Somos o que não somos ou parecemos ser o que os outros querem que sejamos. Adequamo-nos para nos agrupar e sabemos no fundo que estamos completamente sozinhos com a nossa “verdade “.
Felizes aqueles que incorporam tão bem seu personagem, a ponto de deixar que tomem sua personalidade. A vida imitando a mentira ou a grande mentira que é a vida. Seja lá como for, tudo é criado, encaminhando e conformado. Espaços e mais espaços e ainda mais espaços cheios de vazio. Um mundo oco por dentro e por fora. Buscas de sentido em coisas sem sentido. Drogas, moda, álcool, rebeliões, status, corpo, dogmas, plateia, dinheiro…
São tantas as coisas a buscar que pelo caminho em algum lugar ficou o meu EU. Talvez EU não tenha importância alguma. Talvez EU não seja importância alguma. Talvez EU não queira ou não espere nada mesmo de mim. Convém assim, ser o que os outros desejam.

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