Falta anacronismo…


Estou cada dia mais assustada com a precocidade de hoje.
Espanto-me ao ver garotas de 13 anos que parecem mulheres de 30, fisicamente, óbvio! Os jovens estão assumindo posturas de adultos cada vez mais cedo. Crianças não são mais crianças, não brincam com os colegas na calçada de casa, não correm, não andam de bicicleta… Estão todos crescendo e sendo educados na frente do computador e da televisão. As famílias não são mais formadas por pai, mãe e filho, o formato social é adaptado. Tudo bem que ser filho de pais solteiros, separados, etc e tal não é especificamente o que molda a sua vida, o que eu estou tentando mostrar é que a juventude hoje está distorcida.
As crianças afloram cada vez mais cedo a sexualidade. As garotas que parecem mulheres não são mais garotas, os meninos não são só meninos, desde a infância eles são erotizados pelo meio e pela mídia. Um tempo atrás vi uma reportagem de garotas que apostavam perder a virgindade em um shopping e li outra reportagem onde meninos estudantes de colégios de ensino médio faziam excursões para perder a virgindade com garotas de programa. Agora o Ministério da Educação fala em distribuir nas escolas um “Kit Gay” para crianças de 7 a 10 anos, sem ao menos se preocupar em colocar nas escolas, psicólogos para tratar as crianças que assistem os pais espancarem as mães ou que são violentadas, para dar apoio as crianças que tem que trabalhar, que sofrem agreções físicas e psíquicas. A meu ver isso é absurdo!
Já falei em um post anterior o que penso sobre o preconceito. Todos os problemas de preconceito não estão centrados na homofobia. Criança precisa de carinho, de cuidado, de educação, de atenção, de brincar, de ter amigos. Se desde a infância eles são estimulados a discutir sexo ao invés de se preocuparem em serem crianças, os meninos e meninas precoces vão crescer cada dia mais e isso implica em reações em cadeia. São meninos e meninas que iniciam a vida sexual cada dia mais cedo, de maneira desregrada, sem parceiros fixos, muitas sem vezes sem cuidado, sujeitos a doenças a gravidez na adolescência, propensos a ter crises depressivas por acabar nunca encontrando satisfação no que fazem, porque fazem por fazer, fazem o que todos fazem, sem vontade, sem pensar, sem verdade.
Nesse primeiro semestre de 2011 eu e meus colegas de universidade realizamos uma pesquisa, nosso objetivo era descobrir quais as possíveis causas do aumento do preconceito/ violência sexual no DF, a resposta da maioria esmagadora foi estrutura familiar. Não quero ser antiquada falando assim como a sua bisavó falaria, mas está faltando uma pitada de anacronismo, falta diálogo, falta atenção, falta jantar na mesa, passeio no parque, domingo em família e falta verdade. Enquanto isso sobra exemplos de desrespeito, de violência e de erotização na infância. São músicas, filmes, desenhos, roupas e exemplos.
Não é normal a criança não achar normal ser criança.

Post anterior sobre respeito: https://leylaguimaraes.wordpress.com/2011/05/18/respeito-e-respeito/
Reportagem da excursão de meninos: http://bit.ly/9nbkHT

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