O que você tem?

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Tem alguma coisa nos seus olhos que diz que eu estou seguro. Algum selo de ok pra aproximação.

Tem algo na sua pele que me chama, me quer, me puxa.
Tem a necessidade desesperadora que eu tenho, de sentir o seu cheiro, de tê-lo em mim, em minhas mãos e em meu corpo, a todo momento.
Tem a catarse que eu tenho toda vez que eu observo você distraída, quando olho as suas costas, o desenho do seu corpo, o contorno do seu rosto, o toque da sua boca. É como se você fosse uma miragem.

Tem o desejo imediato da minha boca de percorrer cada centímetro, cada linha, cada curva que você tem.

São os meus braços que se negam a deixar de te envolver, de te sentir de costas pra mim, perfeitamente encaixada, como se não houvesse nenhum outro lugar do mundo que você pudesse estar por todo o tempo.

É o timbre da sua voz mansa, debochada e perdidamente sensual que sussurra nos meus ouvidos.
É o gosto que você tem, isso que só tem em você, esse transe, essa maldição, esse feitiço, esse seu poder.

São todas as vezes que eu digo pra mim que não, mas me “desdigo” só por lembrar de você.

É tudo isso e alguma coisa mais, que não se pode com palavra alguma descrever, mas que eu sinto, desde que descobri você.

Deixa eu te querer

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Deixa eu te descobrir como eu descubro as palavras sobre esse papel branco
Deixa eu desnudar suas certezas e te vestir com as minhas expectativas
Eu quero seus defeitos novos e suas velhas alegrias
Quero meus dedos passeando nos seus cabelos
Quero você me sentindo por inteiro

Deixa eu te arrancar as razões e te afogar no meu infinito incerto
Vem tirar de mim essas frases presas, essas que eu nunca disse a ninguém
Vem sorrir comigo por coisas que você sempre viu e nunca reparou
Vem com esse seu jeito de menino, entra na minha história e muda meu roteiro

Eu quero ser o desapego que vai dormir no seu peito um sono sereno de quem fez ninho
Vem ser esse oposto que completa o meu gosto naquilo que eu nunca experimentei

Vem e diz que não se importa
Brinda comigo e me olha nos olhos
Invoca o meu nome, sentindo o meu cheiro, tão perto que você não consiga diferenciar onde começamos ou terminamos

Deixa meu carinho te envolver
Deixa os meus dedos te escrever
Deixa minha inspiração expirar cada tanto de você.

Um, dois e mais alguns

Uma quarta-feira à noite e poucos planos
um modo de te encontrar em algum lugar
se arruma que estou chegando.

Dois instantes pra fechar a janela
outro para pegar o elevador
um aceno que para um táxi.

Três curvas à direita e outra à esquerda
algumas luzes apagadas no túnel
mais alguns passos pra tocar o interfone.

Quatro e meia da manhã
preciso voltar antes do sol sair
fica, você disse.

Cinco segundos e parei de pensar
um sorriso e um afago em seu rosto
levanto e saio andando.

Seis botões pra fechar a roupa, a bolsa e o sapato
dois sorrisos pra selar uma despedida
saio pelo corredor.

Dia do Trabalhador

Hoje é dia do trabalhador.

Vivemos uma crise econômica-social-cultural no nosso país, milhões se encontram desempregados, mas na minha opinião, desemprego não caracteriza ausência de trabalhador.

Trabalhar é se mover pra fazer algo acontecer. Trabalhe pela causa que acredita, trabalhe pelas suas verdades, trabalhe pelos seus sonhos. Trabalho é construir. Viver é um trabalho e fazer da vida uma jornada de sucesso, dá trabalho.

Não é emprego, é trabalho! Lida, peleja, produção, criação, determinação para concluir. Nascemos trabalhando, nos fazemos trabalhadores e trabalhamos por tudo aquilo que queremos.

Feliz dia, a nós, os trabalhadores. Aqueles que não param nunca de buscar o que quer que seja.

#diadotrabalhador #diadotrabalho

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O tal dos 27

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24/04, ⏱00:10h, eu nasci há 27 anos atrás. E como não disse Raul, têm coisas demais nesse mundo das quais eu não faço a mínima ideia.

Voltemos a madrugada do dia 24 de abril de 90, pois é, tava minha mãe lá, parindo, na madrugada! Já cheguei fazendo bagunça. Minha mãe dormiu no parto e quando acordou e me viu, perguntou de quem eu era filha, o médico disse que era dela, ela me levou pra casa e criou, pelo menos é assim que ela narra a história para todo mundo. Te amo, mãe!

Estou super animada, completo mais uma volta em torno do sol, o mesmo sol que ilumina minha bundinha nessa foto, eu sei, eu nunca posto foto de biquíni, na verdade, raramente tiro uma foto que contemple meus 1,56m de altura e meus mais de 60kg. Olha só, várias revelações! Sem medo de ser feliz sendo exatamente quem eu sou.

27 anos! Janis, Amy, Kurt, Hendrix, Morrinson… Eles não viveram mais que isso, deixaram seu legado, eu diria eterno, mas não viveram mais que 27 anos… 🤘🏻☠️
Eu pretendo viver, viver bem e cada vez mais grata, realizada, determinada, forte e feliz por ser quem eu sou. 
Grata por esses 27 anos iluminados, pelas pessoas às quais eu devo muito, devo tudo, devo minha história, pessoas que me fizeram e me fazem ser quem eu sou.

Grata pela minha Lis, que é luz, alegria, vida da minha vida e a razão de um novo eu, que nasceu junto com ela, e eu não dormi depois do parto, me lembro de cada fração de segundo que esperei pra poder pega-la nos meus braços e de como cantei parabéns pra ela no centro cirúrgico, e de como, ao ouvir minha voz, o chorinho dela desapareceu.

Grata pela minha mãe, meus irmãos, minhas famílias maravilhosas (a de sangue e a de coração), meus amigos, meus colegas de trabalho, o porteiro do meu prédio, o senhor da padaria, as senhoras e senhores que batem papo comigo no metrô, a gerente do banco, a mãe da escola, os amigos da internet, os leitores desse blog e cada pessoas que cruza meu caminho e me acrescenta um pouquinho mais de vida.

Grata pelos meus valores, aqueles pelos quais eu luto todo dia, consciente ou não, mas são eles que me dão a alegria de deitar e dormir em paz com minha cabeça e meu coração. Que mesmo enfrentando as dificuldades, que fazem parte da minha, da sua e da vida de todas as pessoas, eu e você, nunca deixemos de acreditar. Ser honesto, ter bom carácter, respeitar as pessoas, as nossas diferenças, nossas semelhanças e acima de tudo nos amar, nos amar muito, porque nós somos mais quando somos todos parte de um todo.

🎉 Vamos evoluir! Vamos aprender! Vamos perdoar! Vamos sorrir, dançar, comemorar.
E botar a bundinha no sol… 🌞

Sintam-se, neste momento, abraçados por mim.
Gratidão.

2 segundos e muito nada

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00:44, acaba de acontecer uma queda geral da eletricidade.
O motivo, desconheço.
Durou uns 5 segundos em média, eu assistia a TV, em um flash, tudo ficou escuro, exatamente no fim do capítulo da série.
O primeiro milésimo de segundo achei que era só a TV, só a virada do capítulo da série, no milésimo de segundo seguinte percebi um breu mais profundo. Logo em seguida que, do lado de fora da janela sempre iluminada, tudo estava escuro.
Aí no outro milésimo um grito mental de “minha nossa, a bateria do celular tá quase acabando, será que vai demorar?”.

Aí nos dois segundos seguintes eu só aproveitei o nada!
E foi muito nada, em dois segundos.

Mas aí voltou.
Deu pra sentir as luzes se ascendendo na rua. O gerador do elevador fez barulho, todos os alarmes dispararam, minha geladeira apitou todos os botões do painel, a internet religou, a luz da janela sempre clara, acendeu de novo, e a TV clareou a sala. Os carros voltaram a acelerar.

Por dois segundos era um nada imenso.
No segundo seguinte eram 1000 sons vezes 1000..

E aí eu peguei o telefone, e aí eu tava aqui escrevendo… Eu ia concluir, mas a bateria vai acabar.

Mas eu vou lembrar dos dois segundos.
Foi tudo isso por causa daquele nada e porque nada às vezes é nada, às vezes é muito e às vezes é tudo!

Só me diz

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Me diz
Que fogo é esse que arde nos teus olhos?
De onde vem essa chama que incendeia onde você mira?

Que sol é esse que ilumina só você no centro do universo?
Universo que eu, reles mortal, circundo sem saber o motivo

Como quebrar o feitiço que você exala?
E como vive quem ainda não te visitou?

Onde enterraram a chave do baú que esconde o seu segredo?
Quantos milhões de anos luz moram nas galáxias atrás desses olhos?

Quantas flores se envergonham por não ter o cheiro dos seus cabelos?
Quantas pétalas já secaram por não se igualar a suavidade do seu toque?

Quantos sabores tem o gosto do seu gosto?
E como ingressa nessa aventura que é te viver?

Me diz…
Só me diz.

Não pertence

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A gente vai continuar pagando pela garantia estendida de coisas que não estão garantidas.
A gente espera pela eternidade daquilo tudo que não vai ficar pra sempre.
A gente perde tempo lembrando daquilo que tinha que ser esquecido logo.
A gente se perde, pensando que pode, pensando em posse.

A verdade é que, nada impede o que a ninguém pertence e que é de todo mundo. Tá em tantos que tá em tudo.

O que tem que vir, vem, até quando de vai!

Fui.

Uma carta que você não vai ler

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Tem um pouco do seu olhar morando no brilho dos olhos de alguém que você nunca conheceu.
Tem um pouco do toque suave das suas mãos no abraço de algum amigo.
Tem o jeito do seu sorriso no meu sorriso pro espelho.

Há dias em que tenho a ilusão, outros não.
Há dias que você está vivo, mas há outros em que lembro que você morreu faz tempo.
Há dias que eu não penso.

Existe alguma música que só consigo escutar com você, de ouvidos bem atentos e olhos bem fechados. Eu quase consigo sentir o toque da sua mão gordinha, como quando eu tinha um medo e você me apoiava.
Tem muito de você em mim, coisas que eu não tive tempo de conhecer, mas eu ouvi dizer que são heranças suas.

Nós já não mais podemos nos falar, mas eu sei que de algum modo a gente se comunica. São meus pensamentos, minhas memórias e as projeções de coisas que nunca irão se tornar reais. Já pensei em coisas que poderíamos fazer hoje, como um almoço durante a semana, uma viagem de férias, uma passeio em qualquer lugar, um abraço.

Eu penso se seríamos bons amigos, eu acredito que sim. Penso que iria te visitar ou cuidar de você quando estivesse doente, nós comemoraríamos o seu aniversário no dia das crianças. Eu penso que seríamos grandes parceiros.

Hoje eu não posso ter nenhuma dessas certezas. Eu guardo os meus pensamentos algumas vezes ou, como hoje, eu escrevo. Quando eu leio em voz alta, parece que você poderia me ouvir. Da minha maneira eu te conto o que eu penso e como eu me sinto. Eu queria que você tivesse me contado o que você pensava e principalmente o que você sentia, poderia ter contato para qualquer outra pessoa.

Talvez, se você tivesse falado, hoje eu não iria dizer que já faz 15 anos que você se foi. 

Eu torço para que ninguém  mais cale os sentimentos, para não calar a vida antes do tempo. Que se possa viver e conviver com  todo e tudo o que ainda vem. Que se entenda que mesmo com a dor, a vida ainda pode ter uma razão de ser. Que não se pense em viver apenas nas poucas memórias e muitas projeções da cabeça de quem ficou, mas escolher viver para fazer acontecer, mesmo que seja um curto almoço num dia qualquer da semana.

Essa era uma carta, uma postagem, uma mensagem… Algo que você não vai ler, mas que alguém vai, alguém que ainda está por aqui, como há 15 anos você esteve. Essa é uma carta pra dizer que eu tenho aqui os meus ouvidos para ouvir, os meus braços para abraçar, meu colo para alguém que se sente como você se sentiu possa usar.

Essa é uma carta pra dizer que eu não quero ver ninguém desistindo. 

Eu ia postar no dia 26, mas quando se trata de viver, todo tempo é precioso.

Existo ou vivo?

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Depois de ler na rede a notícia chocante de um suicídio transmitido ao vivo e observar, me peguei pensando se hoje em dias nós ainda vivemos experiências íntimas, aquelas que guardamos pra nós, com alegria ou com tristeza, mas que pertencem a nós e que não necessariamente temos a obrigação ou impulso de tornar públicas.

Não que eu ache que as experiências não devam ser compartilhadas, sem dúvidas elas devem, por isso eu tenho um blog, por isso eu escrevo, por isso vemos TV, por isso acompanhamos os vlogs e etc, mas até que ponto esse nível de exposição digital é saudável e real e por que também não temos nos abraçado mais?

Por que não temos nos sentado em algum banco no final da tarde para contar aos nossos amigos como anda a vida, como foi o dia, mas dizer como foi de verdade e não como queremos que alguém pense que tenha sido. Quando foi a última vez que você foi a praia, deu um mergulho, observou o mar e não levou o telefone?

Quando foi a última vez que você conversou com um estranho sentado ao lado? Quando foi a última vez que você fez silêncio? Quem foi a última pessoa que não se importou em ouvir o que você tinha pra dizer com o olhos? Será que a nossas relações humanas têm sido, de fato, humanas?

Sensibilidade

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Tente descobrir a grandiosidade de experimentar uma coisa com a intensidade de todos os seus sentidos. São sabores, sons, aromas, sincronias e complexidades quase indescritíveis. Cores inenarráveis, divinas.

Um alto e apurado grau de consciência em apenas ser e existir, de corpo, mente e alma.

Uma prolongação das notas das músicas, os detalhes dos acordes, um a um, na vibração que o som produz. É plenitude.

Um mágico e presente cheiro. Que brinca com as suas memórias e com seu consciente e inconsciente.

O sabor lento que atenta todas as suas papilas e as faz dançar.
Um toque, que ativa todos os receptores da pele, como se o tato fosse suficiente para despertar todos os outros sentidos humanos.

Um olhar direto e penetrante que dura até que os olhos se fechem, dura até que se olhem de dentro para fora. A partir de tudo o que habito.

Uma inspiração por vez. Expiro e me inspiro de que é nato e inato. Me inspiro de tudo que sinto. Expiro tudo o que sou.

O horizonte que mora em mim

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Um homem qualquer parou para acender um cigarro no momento em que o sol rasgava o ventre do céu, como um menino que quer ser parido. Do meu lado ele era só mais um simpático espectador deslumbrado.

Enquanto todos miravam o horizonte, as lentes dos óculos escuros e o fundo de cada olho refletia o brilho estonteante do astro rei em seu arrebol. De repente me dei conta de que eu estava lá e que poderia estar quantas vezes mais desejasse. Descobrindo vez por vez o porquê brilham os olhos. Brilham os novos e brilham os mesmos.

Quais os motivos moram no sol? Quantas razões encontradas no horizonte? Qual foi a descoberta?

Foi mirando o horizonte que aprendi a olhar além, além de tudo, até chegar onde só poderia me encontrar comigo mesma. Tão longe eu fui que cheguei dentro de mim, quando olhei de novo para o mesmo lugar, com outro ponto de vista.
Pensei sobre o que até agora aquilo me dizia, olhei de novo e esperei ver algo diferente, e olhei, até que vi. Até agora me pergunto se era lá mesmo onde tudo que eu olhava me surpreendia, ou se é olhando em mim me surpreendo ainda com o que eu não conhecia.

Eu vou amar o mundo toda vez que olhar o bastante para conseguir enxergar além, muito além do superficial. Até conseguir encontrar o meu novo e melhor, sempre melhor, jeito de enxergar.
Vou mudar tudo no mundo, quando eu mudar sempre em mim.

Fotografia

dsc_0103Eu capturei você em um retrato. Peguei pra mim e eternizei uma lembrança sua que talvez nem te pertença, mas que será, de agora em diante, pra sempre minha.

Eu tomei para mim uma você que nunca foi e nunca será real. Eu vou guardar uma representação sua, que ainda sendo sua, é muito minha.

Você, para mim, é a alma daquela foto. Está lá, plena, serena, tão poesia, toda beleza, toda sutileza. Você natura.

Eu vou guardar de você uma possível mentira, que pra mim é toda a verdade. É você do jeito que eu te quis, que eu te quero, do jeito que eu te fiz, que eu te vi. É você na minha construção.

É você, que é um pedaço de mim. Seguro e simples, como um pedaço de papel na palma das minhas mãos.

Sementes, botões e flores

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Viver é morrer todo dia, pra poder nascer de novo, mais forte e belo.
Não existe vida sem morte e não existe morte sem se ter vivido.
Tudo o que brota, uma hora vai morrer e tudo que morreu, um dia nasceu.
Mais do que nascer, é preciso viver, despertar e reinventar-se cada dia, de novas maneiras.

A vida e a morte caminham lado a lado, pra cada último suspiro, um novo respiro e RE-INSPIRAÇÃO.

Permita-se morrer pra poder renascer!

Reveja

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Já experimentou, pelo menos uma vez na vida, olhar a mesmíssima coisa com um olhar diferente?
Pelo menos uma vez?
Observar sob nova perspectiva, novo olhar, nova visão.
O que parecia o mesmo, transforma-se em algo completamente novo.
Todos os dias, todas as vezes, a cada olhar!

Doce e simples

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O dia é longo e cansativo
Agitado e estressante
Me peguei algumas vezes levantando a voz.

Mas aí chega a noite, a calma, o silêncio e a paz.
Ela adormeceu e eu me pego do lado da sua cama, depois de tudo feito, tudo acabado, depois de tudo eu ainda paro, só pra olhar e repetir pra ela e pra mim mesma o quanto eu a amo, o quanto ela é linda, o quanto eu me orgulho de tê-la em minha vida.

Ela não me viu, não me ouviu. Ela só dorme, enquanto eu só quero abraçá-la forte.

Hoje o dia acabou, mas amanhã eu vou acordar e tentar ser melhor
Melhor pra ela
Melhor por ela
Eu vou dizer o quanto a amo, uma, duas, muitas ou quantas vezes for necessário, pra que ela entenda que eu amo mais que tudo nessa vida.

Se você consegue perceber que precisa também, quando acordar amanhã, tente ser melhor comigo.

Boa noite

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Sinto que temos dormido cada vez menos.
Menos sono, menos sonhos, menos anseios por realizações.
Menos desejo, menos vontade, menos coragem.
Pra você que acha que dormir é perda de tempo, não se engane, sonhar acordado é desejar aquilo que os olhos estão vendo, mas sonhar de olhos fechados é despertar os desejos profundos do seu coração.
Tornar consciente o inconsciente.
Vá dormir pra despertar!
Vá dormir, vá sonhar!

ALERTA DE VÍRUS CONTAGIOSO!

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Hoje voltando do trabalho, com minha filha, peguei o metrô e ela sentou-se no meu colo. Duas estações depois e o metrô lotado, brincávamos de uma brincadeira boba, que implicava em nossas mãos tentar se alcançar com mais pressa. Em poucos minutos ela gargalhava em alto som, e pouco a pouco vi as faces das pessoas contagiadas com seu riso. Mesmo numa tarde de sexta-feira chuvosa, fria, cansada e apertada.

Ali eu percebi que felicidade é contagiosa, vinda de um sorriso frouxo de criança, mais viral ainda. Já tentaram me convencer do contrário, que a felicidade a gente esconde, a gente não conta, não espalha, não publica. Quem foi que inventou isso? Eu hein! O ódio, a raiva, a discórdia, o preconceito vocês querem sair por aí espalhando, mas a felicidade tem que guardar pra gente, tem que ser segredo, tem que botar no baú.

Eu tô falando de ser feliz, mas de verdade, de sentir aqui dentro do coração aquela leveza, de não se aguentar, de deixar escapar pela boca mesmo, de gargalhar, abraçar, de querer ajudar alguém, fazer o bem.

Eu tô falando de realização, de momentos que a gente tem pra se apegar nas horas em que tudo realmente parece estar ficando meio nublado. De colorir de risos, de brilho nos olhos.

Eu quero falar mais dessas palavras boas, que vão fazer bem ao seu coração, que vão despertar em você o desejo de logo ali na frente, fazer alguém ser feliz também.

Vamos ter crises coletivas de gargalhadas idiotas, é, deixe que seja idiota, qual o problema? Ri de mim, mas ri comigo.

Vamos mudar esse discurso e parar de achar que só o sofrimento, a insatisfação e a dor devem ocupar os lugares públicos. Vamos viralizar a alegria a partir de hoje, de agora. Sinta, seja e faça alguém sentir.

E não sinta inveja da alegria do outro, sinta nela a inspiração para ser feliz também. Veja na atitude feliz do outro, uma possibilidade de encontrar o seu caminho, o seu destino feliz.

É nossa vocação, a gente sabia disso lá atrás, a criança que gargalha com a mão no metrô, ainda mora dentro de você. Leve-a para brincar, não é difícil.

Se isso for doença, dá licença, mas eu quero me contagiar!

Deixa que passa…

Eu acionei a minha metralhadora de sílabas. Você se importou com o tamanho das minhas frases.

Logo eu, de longos e explicativos textos, de Infinitas histórias, de suposições inimagináveis. Eu resumi as palavras a monosons, como um escritor que publica um tuíte, ou alguém desinteressado que sacode os ombros e revira os olhos.

Algumas vezes, sem motivo, eu emudeço. Me recolho. Me escondo. Me esquivo. Às vezes eu me desfaço.

Mas fique tranquilo. Depois eu volto. Eu conto. Eu apareço. Eu abraço.
Fica tranquilo que eu me refaço!